Esporte
por Analu Teixeira
Publicado em 25/02/2026, às 23h49
O técnico Rogério Ceni concedeu entrevista coletiva marcada por desabafo, explicações e forte tom emocional após a eliminação do Esporte Clube Bahia na Pré-Libertadores. O treinador reconheceu o impacto esportivo e financeiro do resultado e admitiu que o momento é um dos mais difíceis desde sua chegada ao clube.
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Logo na abertura, Ceni tratou do tema mais questionado da noite: a ordem dos cobradores de pênalti. Segundo o treinador, as escolhas foram baseadas em desempenho nos treinamentos e na decisão dos próprios atletas.
“Só pede quem bate. Eu também bati várias vezes e perdi algumas. O Dell teve bom aproveitamento no treino, quis bater e recebeu a oportunidade. Pênalti é responsabilidade de quem assume.”
Ceni ainda explicou que não poderia repetir cobradores já utilizados na disputa.
“Não posso colocar o mesmo jogador duas vezes. O Nestor já tinha batido. A decisão foi tomada antes, baseada no que vimos durante a preparação.”
Questionado sobre a entrada de Dell e Everaldo, e não de Sanabria, o treinador afirmou que buscava aumentar presença ofensiva dentro da área.
“Tentamos colocar dois homens de área naquele momento. O Juba estava passando pelo lado, então buscamos mais finalização.”
Apesar do bom início do Bahia, o técnico reconheceu que o time perdeu o controle emocional após sofrer o gol no segundo tempo.
“Tínhamos o jogo sob controle. Perdemos uma bola que era nossa e o gol mudou totalmente o panorama. O time ficou nervoso e começou a atacar sem organização.”
Ceni apontou um problema recorrente da equipe na temporada: criação alta e baixa eficiência.
“Criamos bastante e fazemos poucos gols perto do volume que produzimos. Hoje aconteceu de novo. Tivemos chances para decidir no primeiro tempo.”
O treinador afirmou que o Bahia poderia ter evitado o sofrimento se tivesse ampliado o placar enquanto dominava o confronto.
O momento mais forte da coletiva veio quando o comandante tricolor falou sobre o impacto da eliminação.
“É um prejuízo gigantesco não ter calendário internacional. Demora para reverter uma situação dessas. Você constrói um ano inteiro e perde tudo em 90 minutos.”
Segundo Ceni, o desafio agora será reconstruir o ambiente psicológico do elenco.
“É talvez o momento psicologicamente mais difícil desde que chegamos aqui.”
Sem Libertadores e sem Sul-Americana, o Bahia terá foco apenas nas competições nacionais. O treinador reconheceu que a cobrança da torcida deve crescer.
“Agora é viver dia após dia, buscar resultados e força mental. Não existe resposta imediata para uma frustração como essa.”
Mesmo abatido, Ceni reforçou que o grupo precisa reagir rapidamente, já que a temporada continua.
“Nada hoje é satisfatório. Só o tempo e os resultados podem mudar o sentimento do torcedor.”
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