Esporte
por José Gabriel
Publicado em 18/05/2026, às 06h07 - Atualizado às 08h10
Não foi desta vez que o Bahia quebrou o jejum de triunfos na temporada. O número de jogos sem vencer subiu para sete após o empate em 1 x 1 com o Grêmio, na Arena Fonte Nova, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro.
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Antes, durante e após a partida no domingo (17), a torcida protestou com faixas e palavras de ordem contra o clube. Alvo da maioria das críticas, o treinador Rogério Ceni se manifestou na entrevista coletiva sobre o momento delicado vivido pela equipe.
Momento difícil, de baixa. Hoje a gente fez um jogo muito bom, melhor do que na Copa do Brasil, mas não conseguiu vencer. Isso é frustrante. A gente tenta jogar de acordo com o que o jogo pedia. Eu lamento porque trabalho muito todos os dias, me dedico muito. A torcida vem, comparece, está sempre presente. A gente não pode tirar o mérito deles, entendo a frustração. Gostaria que o torcedor apoiasse. O torcedor está chateado, e eu entendo. Gostaria que eles gostassem do trabalho. Os jogadores sentem, é claro. Entendo o lado do torcedor e o dos jogadores”, disse o treinador.
Ao ser questionado se deixaria o cargo diante da pressão, Ceni afastou qualquer possibilidade de pedir demissão. O treinador segue confiante em uma virada de chave do Bahia sob seu comando.
A vida consiste muito no que você é apaixonado. Eu sei que tenho capacidade, que os atletas acreditam em mim. Trabalho 12 horas por dia e fico muito em casa. A minha vida é trabalhar. Isso é o que eu penso da vida. Claro que eu sustento minha família, todos. E o mais importante é que eu gosto do que faço. A cada vez que eles me ofenderem, não sou eu quem vai entrar em campo. Não é agradável. É sempre mais difícil trabalhar sob vaias. [...] Não acho justo uma pessoa abandonar o que ama por uma ofensa. Isso é para gente fraca, que desiste fácil”, completou o técnico.
Ceni também avaliou o trabalho à frente da equipe. Após 187 jogos no comando do Esquadrão, ele respondeu se a relação com o Bahia — e o que ainda pode oferecer como treinador — já “bateu no teto”.
Acho que o elenco trabalha muito. Se o meu limite for o que aconteceu hoje, esse é o meu limite, com oito oportunidades claras de gol. O que eu não consigo controlar é a bola entrar ou não. [...] O resultado é preponderante. Eu trabalho muito todos os dias. Dou treino, assisto aos treinamentos, estudo o adversário e apresento as correções. Em casa somos preponderantes, dominantes, temos sempre as melhores chances. Mas às vezes enfrentamos times superiores, como foi o Cruzeiro. Se o teto é você criar todas as possibilidades e a bola não entrar, mesmo tendo mais quatro ou cinco oportunidades, então esse é o teto”, finalizou.
A próxima oportunidade de o Bahia encerrar a sequência negativa será na próxima segunda-feira (25). O Tricolor vai até o Estádio Couto Pereira, em Curitiba, enfrentar o Coritiba, às 20h, pela 17ª rodada do Brasileirão.
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