Esporte

Saiba quem é amigo de Maradona ex-Flamengo que está envolvido em esquema de falsos técnicos com ídolo do Vitória

Divulgação/Flamengo - Victor Ferreira/EC Vitória
Amigo de Maradona e ex-Flamengo, Mancuso, é acusado de vender licenças de técnico a R$ 100 mil, em esquema de diplomas falsos que envolve ídolo do Vitória,  |   Bnews - Divulgação Divulgação/Flamengo - Victor Ferreira/EC Vitória
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 07/10/2026, às 14h41



Um ex-jogador com passagens por Palmeiras e Flamengo, amigo da lenda argentina Diego Maradona e eleito um dos atletas mais violentos da história do Brasil, está entre os envolvidos em um esquema de diplomas falsos para técnicos na Argentina, em que um ídolo do Vitória está incluso.

📲 Clique aqui e inscreva-se no canal do Bnews no Youtube!

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

O nome do ex-atleta argentino é o antigo volante Alejandro Mancuso. O antigo meio-campista teria vendido os documentos fajutos de licenças da Associação de Técnicos do Futebol Argentino (ATFA) para um grupo de jogadores e, para isso, ele cobrava um depósito de R$ 100 mil aos atletas, e, com isso, eles estariam aptos a treinar qualquer clube do mundo.

Quatro licenças da ATFA seriam enviadas em até 10 dias pelo correio. De acordo com o Uol, as categorias eram a A PRO (internacional), a A (profissional) e os certificados B e C (base). Mancuso chegou a citar até jogadores famosos no futebol brasileiro como os seus clientes, como Thiago Silva, Luiz Gustavo, Diego Lugano, Paolo Guerrero, Roberto Carlos, Felipe Melo, Alex de Souza, Paulinho e o ex-Vitória: Dejan Petkovic.

Saiba quem é Alejandro Mancuso

O ex-jogador de 58 anos nasceu na capital argentina: Buenos Aires (ARG), era um grande amigo de Maradona, jogou por Palmeiras, Flamengo e a seleção albiceleste.

Mancuso começou a sua carreira profissional pelo Ferro Carril Oeste em 1988, mas se transferiu no mesmo ano para o Vélez Sarsfield, onde se destacou. Em 1992, ele foi convocado para a seleção do seu país pela primeira vez e, no ano seguinte, fez parte do time argentino campeão da Copa América, sendo o último título da equipe sul-americana até 2021, quando o time encerrou um hiato de 28 anos sem taças.

Depois de uma passagem pelo Boca Juniors, Mancuso desembarcou ao Brasil em 1995, para vestir as cores do Palmeiras. No ano seguinte, se transferiu para o Flamengo, onde ficou até 1997, antes de voltar para a Argentina, jogar na Espanha e voltar ao Brasil para jogar pelo Santa Cruz, em 1999.


Inclusive, em 1995, ele foi apontado como um dos jogadores mais violentos do futebol brasileiro naquele ano. Em 1996, no Rubro-Negro carioca, o jogador fez parte do elenco campeão do Campeonato Carioca de maneira invicta. Mancuso aponta que o Flamengo foi o maior clube que ele defendeu na carreira, onde ficou 66 jogos.

Depois de deixar o Brasil, ele passou pelo futebol argentino, espanhol, até voltar a Cobra-Coral (apelido do Santa) e decidir encerrar a sua carreira pelo Bella Vista, do Uruguai, em 2000.

Versão do atleta

Mancuso nega ter realizado a venda de licenças falsas ou recebido dinheiro dos atletas. O ex-jogador relatou que nunca fez parte da ATFA e que apenas dava orientação aos antigos atletas interessados em tirar a formação argentina. Questionado sobre os áudios em que ele aparecia oferecendo os diplomas falsificados pelo alto valor, o ex-meia relatou que o fato não existia.

“Eu nunca fui da ATFA, sou apenas um comentarista de rádio. Eu não estou na federação, não sou parte da federação. Eu só facilito, se eles me perguntam do jeito que tem que fazer. Não, isso não existe”.

Pelo lado da ATFA, a organização afirma oficialmente que Mancuso nunca teve autorização para representá-la e que os documentos oferecidos por ele em seu nome não eram vinculados à instituição. A associação também ressaltou que a investigação criminal que acontece na Argentina terminou com o arquivamento do caso no último dezembro.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)