Esporte
por Leonardo Oliveira
Publicado em 29/10/2026, às 23h17
O Santos entrou com um recurso no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) na tentativa de antecipar o retorno de Neymar no jogo contra o Coritiba, no dia 18 de novembro. O craque santista tinha sido punido com duas partidas de suspensão após ser expulso no confronto diante do Bahia em uma discussão com o meia tricolor Rodrigo Nestor, na qual cobriu a boca com a mão para falar com o adversário.
No julgamento, o STJD determinou o gancho enquadrando Neymar no artigo 191, inciso II, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata sobre atitudes de desrespeito à ética e conduta desportiva, utilizando como base a Lei Vini Jr.
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A diretoria do Peixe, no entanto, contesta a aplicação da lei, justificando que não houve qualquer ato racista no caso. Para embasar a defesa, o clube paulista cita precedentes recentes no próprio tribunal, lembrando que Arthur Cabral, do Botafogo, e Breno Lopes, do Coritiba, receberam apenas um jogo de suspensão por infrações semelhantes. O pedido será julgado no próximo dia 5 de novembro pelo STJD.
O lance que gerou a punição ocorreu durante uma discussão em campo. Após o craque santista cobrir a boca, Rodrigo Nestor acionou o árbitro Sávio Pereira Sampaio, que foi alertado pelo VAR e aplicou o cartão vermelho.
Nas redes sociais, Neymar abriu o jogo e disparou contra a atitude do atleta do Esquadrão. "Não sou muito de falar sobre o que acontece no jogo, mas o que o Nestor fez comigo é muito sério. Sério porque é uma lei criada contra o racismo, e ele quis se beneficiar", declarou o astro.
Enquanto aguarda o desfecho do recurso no tribunal, Neymar já começou a pagar a punição. O atacante foi desfalque no clássico contra o Palmeiras, disputado na última quarta-feira (28).
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