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Na Sombra do Poder: Six Seven na Vitória

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Os bastidores da política baiana  |   Bnews - Divulgação Imagem criada por IA

Publicado em 29/10/2026, às 05h40   Editoria de Política



Six Seven na Vitória
Todo mundo sabe onde estão os apartamentos milionários de Salvador, onde a Baía de Todos-os-Santos serve de cenário para vaidades ainda maiores. Justamente lá, no Corredor da Vitória, que o meme do momento ganhou versão de alta sociedade. No domingo após o resultado eleitoral, uma conhecida dublê de empresária, celebrizada por suas traquinagens, resolveu comemorar as promessas de um futuro radiante com uma performance digna de viralização. Depois de um animado regabofe com arquitetos e personagens da sociedade local, a loira transformou a varanda do luxuoso apartamento em palco particular do Six Seven. A plateia, entre taças e gargalhadas, não perdeu a oportunidade: celulares em punho, registrou a cena que ganhou os grupos de WhatsApp. O mistério agora é saber o que provocou tamanha euforia e descobrir quem divulgou o vídeo.

Café com Pó
Um conhecido figurão do mercado publicitário anda despertando curiosidade nos corredores dos shoppings. Sempre apressado, agitado e com energia aparentemente inesgotável, o rapaz parece ter descoberto uma variedade de café que nem os melhores baristas conseguem explicar. Em outros tempos, era famoso pelas sextas-feiras animadas, quando reunia uma seleta turma em seu inseparável “veículo” para confraternizações que dispensavam roteiro e horário para terminar. Agora, o antigo cabeçoide parece protagonizar uma campanha bem particular. Seria a turbulência das urnas baianas? Ou os rumores de um balão conjugal que teria provocado uma aterrissagem nada suave? Ninguém sabe ao certo. Na publicidade, tudo depende de uma boa imagem. Na política, de uma boa campanha. No casamento, de uma boa explicação. E, quanto ao café, talvez seja melhor conferir a receita antes de culpar o pó.

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A Advogada Talarico
Dona de um dos escritórios de advocacia milionários de Salvador, onde grife é quase título acadêmico e pose vale sustentação oral, uma elegante causídica protagonizou um episódio pouco compatível com seu figurino de Valentino e óculos Prada. Acostumada às colunas sociais e aos eventos jurídicos, a doutora trocou a diplomacia dos tribunais por um acalorado bate-boca com uma colega que a considerava sua melhor amiga. No canto do salão de uma academia, a discussão ganhou volume, insultos e até puxões de cabelo. Separadas as litigantes, um personal trainer perguntou, em tom de espanto: tudo aquilo por causa de um marido cinquentão? A resposta de uma das protagonistas foi ainda mais indigesta: o desentendimento envolvia uma história de mais de dez anos, e ele sempre soube, mas agora que está baranga tem receio de perder o marido. O clima azedou de vez e ninguém mais se meteu.

O Pôquer das Urnas
Na mesa mais cara do Brasil, a política virou um torneio de pôquer em que as fichas são votos, o prêmio é o Planalto e a torcida, muitas vezes, confunde convicção com certeza matemática. Em 2018, Jair Bolsonaro apostou alto, desafiou os favoritos e levou o pote. Em 2022, Lula voltou ao jogo, pagou para ver e levou a melhor. Mas a rodada de 2026 reservou uma ironia ainda mais cruel aos apostadores. Flávio Bolsonaro assumiu as cartas da família e chegou à reta final com as fichas valorizadas nos mercados de previsão. Na Polymarket e na Kalshi, os contratos chegaram a indicar amplo favoritismo do senador. Entre os entusiasmados, havia quem tratasse cotação de aposta como resultado de urna. Do outro lado, os eleitores de Lula também alimentavam suas expectativas, enquanto o veterano disputava mais uma rodada decisiva. No domingo, 25 de outubro, veio o showdown: Lula venceu com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio. As cotações viraram, e as apostas na vitória do derrotado perderam seu valor. No pôquer eleitoral, a direita e a esquerda podem apostar em cartas diferentes, mas estão sujeitas à mesma regra: torcida não é pesquisa, mercado não é urna e excesso de confiança não garante vitória. O eleitor escolhe o presidente; quem transforma preferência política em aposta financeira arrisca perder muito mais que uma discussão de domingo.

Farra Pós-Eleição
Na Salvador dos camarotes milionários, onde a política termina nas urnas, mas a comemoração pode ganhar capítulos nada republicanos, uma história anda agitando os bastidores. Na segunda-feira pós-eleitoral, uma turma ligada ao universo petista teria promovido uma celebração náutica digna dos roteiros mais extravagantes atribuídos ao mundo de Vorcaro. Nas imediações do Lafayette, na Bahia Marina, uma comitiva feminina teria descido a rampa em direção a duas potentes lanchas, numa movimentação que os curiosos compararam ao desfile de uma agência de modelos. O passeio despertou tanta curiosidade que até jet skis teriam acompanhado as embarcações à distância. Foram enviados para a NSP vídeos e fotografias capazes de transformar a comemoração em filme para maiores de 18 anos. O problema agora é fazer a maré levar os segredos embora.

Game of Thrones: Thomé de Souza
Depois da crise política causada por não fornecer ônibus suficientes em Salvador para o segundo turno, o prefeito Bruno Reis se viu com diversos sucessores prontos para ascender ao trono de prefeito da primeira capital do Brasil. As eleições municipais prometem ser mais acirradas, já que o atual gestor municipal, com sua popularidade em baixa, deseja engatar uma sucessora, enquanto o seu aliado, Léo Prates, já se movimenta para ser o escolhido como herdeiro. Enquanto isso, outros nomes buscam derrubar o atual regime e impor sua própria dinastia, dentre os quais estão Rui Costa (PT), Diego Castro (PL), Tiago Correa (PSDB) e Rowena Brito (PT).

O fator Bellintani
Guilherme Bellintani é outro que surge como uma forte possibilidade para 2028 em Salvador. Após declarar apoio ao PT, ele tem a simpatia de Jaques Wagner, Adolpho Loyola e Lucas Reis.

Derrota dupla
ACM Neto sumiu das redes após a derrota de Flávio Bolsonaro. Após colocar o próprio sobrenome à disposição do bolsonarismo, será difícil o herdeiro do carlismo recuperar o apoio da esquerda em eleições futuras.

Sozinho
O cenário na Câmara de Salvador não está nada agradável para o presidente Carlos Muniz (PSDB). Do cargo mais alto, o tucano voltará ao baixo clero muito em breve, sem nem conseguir eleger um sucessor para ocupar a Presidência. Nos bastidores, o presidente é visto como alguém que não conseguiu estreitar relações, sendo até mesmo muito ausente nas sessões... Vixe, parece que chegou a hora da colheita e parece que não são bons frutos.

Toc toc toc
Na Simões Filho dos bastidores fervilhantes, a política anda precisando de terapia intensiva. O prefeito Del e seu padrinho Dinha protagonizam uma novela de ciúmes, disputas de poder e possíveis rompimentos, na qual ninguém sabe quem segura as rédeas e quem terminará fantasiado de Judas. Enquanto o antigo ninho governista ameaça virar campo de batalha, licitações despertam questionamentos, vereadores aparecem no falatório sobre amizades empresariais e um certo boêmio parece conhecer mais corredores do que muita autoridade. Nos bastidores, o Padre e o Irmãozinho surgem na conversa como possíveis cirurgiões de antigas feridas políticas, com direito a reuniões e suturas de conveniência. Mas o ingrediente mais cinematográfico é outro: a lenda de um carro preto que já estaria ensaiando o trajeto do Morcegão. O nome da operação ficará em sigilo para não afugentar os envolvidos.

Maratona Faroeste
O julgamento do PAD da Faroeste no plenário do CNJ deu a dimensão exata do gigantismo que envolveu as investigações contra a cúpula do TJBA. Na sessão que selou a perda de cargo dos magistrados, os números impressionaram até os conselheiros mais calejados de Brasília: foram mais de seis anos de tramitação, sete magistrados no banco dos réus, mais de 2 mil documentos anexados e um calhamaço que ultrapassou meio milhão de páginas de autos digitalizados.

Alívio imediato
O fôlego exigido para destrinchar esse labirinto de quebras de sigilo e perícias quase levou o relator Rodrigo Badaró à exaustão física. Após sustentar um voto de 120 páginas, rebater preliminares e dissecar as condutas de cada um dos alvos sem interrupções, o conselheiro não perdeu o timing: antes mesmo de Fachin colher os votos dos pares, soltou o microfone e arrancou risos discretos no plenário ao pedir licença com sinceridade absoluta para dar uma rápida corrida até a “toilette”.

Tentativa frustrada
A defesa da juíza Marivalda Moutinho tentou uma cartada dramática de última hora para livrar a magistrada da punição no CNJ, mas a manobra bateu na trave. Na tribuna, o advogado fez um apelo carregado de tintas emocionais, alegando que a juíza estaria com Alzheimer em estágio severo, incapacitada de discernimento e já interditada civilmente pela Justiça comum, exigindo o sobrestamento imediato do PAD por insanidade mental.

Tiro n’água
A estratégia, que chegou a colar na esfera penal do STJ para travar ações por lá, foi solenemente ignorada pelo plenário do conselho. O relator Rodrigo Badaró e os demais conselheiros enxergaram a tese como manobra para empurrar o processo com a barriga e evitar o inevitável. Sem rodeios, o plenário rejeitou a questão de ordem em bloco e carimbou a disponibilidade com proposta de perda da toga, sepultando o artifício na base do voto unânime.

Classificação Indicativa: Livre

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