Esporte

São Paulo divulga proposta pública com medidas para combater o racismo no futebol: 'Chega de discurso vazio'

Paulo Pinto/São Paulo FC
No Dia Internacional Contra a Discriminação, o São Paulo fez forte manifesto para a Conmebol  |   Bnews - Divulgação Paulo Pinto/São Paulo FC
Melissa Lima

por Melissa Lima

melissa.lima@bnews.com.br

Publicado em 21/03/2025, às 21h50



No Dia Internacional Contra a Discriminação, nesta sexta-feira (21), o São Paulo Futebol Clube se manifestou publicamente sobre os recorrentes casos de racismo envolvendo a Conmebol. O clube informou que enviou à entidade um documento com propostas para punir exemplarmente os autores das ofensas.

“Indignado e preocupado com os recorrentes episódios de racismo no futebol, o São Paulo Futebol Clube reforça sua posição favorável à existência de sanções esportivas como forma de punição para casos de discriminação racial”, publicou o clube.

Uma das propostas de sanção é a perda de pontos, e outra sugere até mesmo a desclassificação de clubes que tenham torcedores ou representantes envolvidos em casos de racismo.

Veja o protesto publicado pelo São Paulo na íntegra:

Indignado e preocupado com os recorrentes episódios de racismo no futebol, o São Paulo Futebol Clube reforça sua posição favorável à existência de sanções esportivas como forma de punição para casos de discriminação racial.

Nesta sexta-feira (21), Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, o Clube enviou à FIFA e à CONMEBOL um documento com algumas propostas de punições.

1) Perda de pontos

Clubes cujos representantes, torcedores ou membros da comissão técnica cometerem atos de racismo devem perder no mínimo três pontos no campeonato em disputa, reduzindo-se para um ponto apenas se houver identificação e punição criminal dos responsáveis. Racismo não pode ser tratado como infração administrativa, mas como um crime

2) Sanções financeiras efetivas

O valor mínimo da multa para atos de discriminação racial deve ser de 500 mil dólares, reduzindo-se para 100 mil dólares apenas se houver identificação e punição criminal dos responsáveis.

3) Em casos de reincidência

Clubes reincidentes devem ser eliminados das competições em que estejam participando. A impunidade não pode mais ser um fator que encoraje novas ocorrências.

4) Responsabilização dos árbitros

Árbitros que não aplicarem corretamente o Protocolo de Racismo da Fifa devem ser sancionados, e associação responsável pela arbitragem deve ser multada. Não podemos permitir que situações de racismo sejam ignoradas em campo.

5) Registro de infratores

Criação de um cadastro de torcedores, atletas, dirigentes e membros de comissão técnica envolvidos em atos racistas, para que medidas adicionais possam ser aplicadas contra reincidentes.

6) Transparência nas punições

Os processos disciplinares e suas decisões devem ser públicos e amplamente divulgados, garantindo que as punições tenham efeito pedagógico e preventivo.

O futebol sul-americano, na sua rica história e paixão, não pode mais ser manchado por atos de racismo sem que haja punição severa e proporcional à gravidade da conduta.

Não podemos mais tolerar ações superficiais que não geram impacto real.

Teve racismo? Menos 3 pontos! Chega de discursos vazios. Queremos medidas concretas e eficazes.

Classificação Indicativa: Livre

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