Esporte
O Esporte Clube Jacuipense vive um bom momento esportivo na temporada de 2026. A equipe foi semifinalista do Campeonato Baiano deste ano, avançou até a quarta fase da Copa do Brasil e ainda tem pela frente a disputa da Copa do Nordeste e da Série D do Campeonato Brasileiro.
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Apesar do desempenho positivo dentro de campo, o clube enfrenta incertezas fora dele. A situação do Estádio Eliel Martins, o Valfredão, casa tradicional do time em Riachão do Jacuípe, preocupa a diretoria e coloca em dúvida onde a equipe poderá mandar seus jogos nas próximas competições.
Para entender o cenário, a reportagem entrou em contato com três partes diretamente envolvidas na situação, a Prefeitura do município, a construtora responsável pela obra e o próprio Jacuipense.
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Segundo a construtora Santa Isabel, responsável pela reforma do estádio, a previsão inicial de entrega da obra era janeiro deste ano. No entanto, fatores externos teriam provocado atrasos no cronograma.
De acordo com a empresa, a escassez de água registrada anteriormente na região e, posteriormente, o excesso de chuvas dificultaram o andamento das intervenções. A construtora afirma que o estádio está com cerca de 60% das obras concluídas e aponta o plantio do gramado como principal etapa pendente.
A empresa também sustenta que o atraso está relacionado a questões climáticas e logísticas, e não a problemas financeiros. No entanto, fontes ligadas ao Jacuipense, contestam a versão apresentada pela construtora. De acordo com integrantes do clube, a empresa não teria estrutura suficiente para conduzir o projeto no ritmo esperado.
Ainda segundo essas fontes, serviços importantes, como intervenções no gramado e melhorias no sistema de iluminação, ainda não foram finalizados, o que impede a liberação do estádio para jogos oficiais.
Diante do impasse, o clube chegou a cogitar a possibilidade de não disputar a Série D nesta temporada. Apesar da preocupação, a diretoria confirmou a inscrição junto à Confederação Brasileira de Futebol e agora busca alternativas para definir um local onde possa mandar suas partidas até que o estádio esteja pronto.
Durante o Campeonato Baiano, o Jacuipense utilizou o Estádio de Pituaçu, em Salvador, como mando de campo. No entanto, o local passará por reformas a partir do próximo mês em preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027, deixando de ser uma opção para o clube.
Atuar em outro estádio também representa um impacto financeiro significativo. Caso o Leão do Sisal escolha, por exemplo, a Arena Cajueiro, em Feira de Santana, o custo estimado seria de cerca de R$ 50 mil por partida.
Posição da prefeitura
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Riachão do Jacuípe informou que a obra foi iniciada com recursos próprios do município. Posteriormente, uma emenda parlamentar no valor de R$ 1,2 milhão foi aprovada para reforçar o investimento.
Segundo a gestão municipal, o repasse da verba sofreu atraso após bloqueio determinado pelo ministro Flávio Dino, o que teria impactado o andamento do projeto.
Em relação à crise hídrica citada pela construtora, a prefeitura afirmou que perfurou um poço artesiano para garantir o abastecimento de água necessário ao plantio do gramado. A expectativa do município é que o Estádio Eliel Martins esteja totalmente concluído em até 90 dias, permitindo que o Jacuipense volte a atuar diante de sua torcida.
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