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À venda, contrato assinado entre Vasco e 777 Partners é revelado; saiba detalhes

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Detalhes do acordo do Vasco e 777 Partners foi vazado após segredo de justiça ser negado pelo judiciário brasileiro  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Tácio Caldas

por Tácio Caldas

tacio.caldas@bnews.com.br

Publicado em 10/10/2024, às 16h16 - Atualizado às 16h19



Pouco tempo depois do acordo de compra e venda entre o Vasco da Gama SAF e a 777 Partners, o acordo ruiu. A empresa está para falir e todo o vínculo agora será vendido para um terceiro interessado. Agora, o judiciário brasileiro negou segredo de justiça aos contratos entre as partes e tornou público os contratos.

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A ação em que foi negada o segredo de justiça está correndo na 27ª Vara Cível de São Paulo e revelou quase 400 páginas do processo. Ao todo, as 394 páginas incluem o acordo de acionistas entre a relação do Vasco e a 777 Partners.

OBRIGAÇÕES FINANCEIRAS E VALORES

Nem todos as questões da parte financeira foram reveladas, mas a parte dos acionistas detalhou alguns dos compromissos financeiros da empresa com o Vasco. Ao todo, os investimentos seriam de R$ 1,428 bilhão. Esse valor era dividido em três pontos: dívidas, investimentos e custos da transação.

  1. R$ 700 milhões para quitar dívidas da associação; 
  2. R$ 700 milhões para investimentos na SAF;
  3. R$ 28 milhões de gastos para estruturar e realizar a transação;

Mas os valores não param por ai. O contrato entre as partes ainda previa investimentos voltados para a competitividade do time que são tidos como "extras". Para as temporadas de 2022/23 haveria um investimento de R$ 360 milhões e mais R$ 250 milhões para a sequência entre 2024 e 2026.

Outro ponto que também estaria como "extra" nesse acordo seria um investimento de R$ 25 milhões em infraestrutura até o final da atual temporada do futebol brasileiro. Caso nada disso fosse cumprido, a 777 Partners não teria autorização para distribuir os dividendos aos seus acionistas.

REVENDA DA SAF

O acordo também prevê imposições para a realização da revenda da Vasco da Gama SAF. Entre eles estaria o "período lock-up" que indica a proibição na revenda enquanto o pagamento integral dos aportes não tenha sido feita pela 777 Partners.

Mas essa questão vai além. Isso porque a sociedade não pode ser vendida para qualquer interessado. Outro ponto é que, caso a associação recupere o direito de controle da SAF, a 777 Partners pode ser obrigada a vender sua participação ao clube carioca. Vale lembrar que Vasco e A-CAP, atual controladora da 777, estão buscando revender a SAF, com os contratos suspensos judicialmente desde maio.

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