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Parada do Orgulho Louco pela inclusão social

Imagem Parada do Orgulho Louco pela inclusão social
Evento reuniu cerca de duas mil pessoas na Barra  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 21/05/2011, às 15h30   Patrícia Costa



Fotos: Gilberto Júnior/Bocão News
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“Manicômio Não Cura, Manicômio Tortura”. Essa foi uma das palavra de ordem que esteve presente durante a quarta Parada do Orgulho Louco, realizada na manhã deste sábado (21), no bairro da Barra, em Salvador. A caminhada, organizada pelo Coletivo Antimanicomial da Bahia, saiu do morro do Cristo em direção ao Farol da Barra e reuniu cerca de duas mil pessoas, segundo os organizadores.

De acordo com Marcus Vinícius de Oliveira, um dos idealizadores, a ideia é promover a inclusão de portadores de transtornos mentais, diminuir o preconceito em relação às pessoas consideradas loucas e lutar pelo fim das internações em manicômios.

"Nossa luta é contra o preconceito e a discriminação aos chamados portadores de transtornos mentais e contra o modelo antiquado que interna essas pessoas", disse ele acrescentando que "a maioria das pessoas que participaram da Parada viviam internadas, mas hoje elas estão sendo tratadas em regime de liberdade", comemora.

Mas, no entanto, ele lamenta a questão da ampliação da Reforma Psiquiática. "Está faltando serviço para atender as pessoas, sobretudo àqueles que atendem 24 horas por dia. Os Caps só funcionam até às 19h depois disso se alguém precisar do serviço não consegue".
A caminhada, que integra a programação em comemoração ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial, contou com um trio elétrico embalado ao som da banda Neologia. O cantor Gerônimo, que também estava sendo aguardado, não compareceu ao evento. O motivo não foi informado pelos organizadores.

Classificação Indicativa: Livre

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