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Botijão de gás é vendido de maneira irregular

Imagem Botijão de gás é vendido de maneira irregular
Na periferia de Salvador, o comércio é feito em loja de rações, banca de frutas e no meio da rua  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 03/11/2010, às 07h54   Redação Bocão News



O comércio ilegal de gás de cozinha no país vem aumentando a cada dia e ao mesmo tempo deixando a população em risco, devido às irregularidades nos botijões. Pelo menos, um em cada cinco botijões de uso doméstico vendidos no país é procedente da venda irregular, é o que informa o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás).

Na periferia de Salvador, o comércio irregular acontece em vários pontos da cidade, principalmente na periferia, onde é feito abertamente em loja de rações, na banca de frutas, e até mesmo no meio da rua.  

Hoje, a Bahia possui cerca de duas mil revendas autorizadas. O número, porém, parece inexpressivo perto da estimativa de pontos clandestinos de venda, estimado pelo presidente do Sindicato das Revendedoras de Gás da Bahia (Sinrevgás), Amilton Oliveira, em 20 mil em todo o Estado. Segundo ele, a pior consequência da venda irregular é o armazenamento incorreto do produto.

Por lei, o gás de cozinha só pode ser estocado em locais abertos ou bem arejados e equipados contra incêndio. Vender gás sem autorização da Agência Nacional de Petróleo (ANP) é crime contra a ordem econômica e pode render até cinco anos de prisão.  Um dos motivos é a preocupação com a segurança. Como se trata de um produto perigoso, o comércio de botijões não pode ser feito de qualquer maneira.

A ANP tem apenas 22 fiscais para toda a região Nordeste e pede que a população colabore denunciando a venda ilegal. A agência também recomenda ao consumidor que evite comprar gás clandestino. "Se o consumidor adquirir um botijão sem a nota fiscal, ele não vai estar coberto, inclusive, pelo Código de Defesa do Consumidor. No caso de um sinistro ou de um vazamento daquele botijão, ele não vai ter nenhuma garantia", aponta Paulo Fraga, fiscal da ANP na Bahia.

(Com informações do G1)

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