
O coronel da Polícia Militar, Everaldo Mendes, que estava comandando o policiamento da Região Metropolitana de Salvador, se despede nesta quinta-feira (29) da coorporação. "Dia 14 deste mês pedi minha reserva", disse Mendes. Segundo o coronel, pelo estatuto da PM, um policial só pode ficar no cargo até os 60 anos. "Ficarei no comando, de fato, até sair minha exoneração", afirmou.
O coronel, que tem 42 anos de serviço e chegou de Xique-Xique em Salvador com apenas 18 anos, relembrou à nossa equipe as dificuldades que enfrentou e o orgulho de ter alcançado o respeito da sociedade. "Cheguei totalmente inexperiente. Apenas com o endereço da Vila em mãos. Não sei o que seria de mim se eu perdesse aquela referência já que nunca havia vindo para a cidade grande", contou.
Questionado sobre a violência que atinge a capital baiana, o coronel ressaltou a importância da família na conquista da paz. "Acho que o controle da violência começa dentro de casa. Tem que ter família e escola", afirmou. Para ele, é importante que o Governo esteja presente nas comunidades. "Assim se explica a redução dos homicídios nos locais onde temos bases comunitárias. Posso afirmar que temos feito nossa parte", disse.
Hoje, o comandante-geral da PM, coronel Alfredo Braga de Castro, será o anfitrião do evento de despedida de Mendes. A solenidade será, às 18h, na Vila Militar do Bonfim. "Estou à disposição do governador Jaques Wagner caso ele me queira em outro cargo", pontuou o coronel.
Mas, para o coronel Castro, o que mais importa agora não é o que futuro lhe espera e sim, a contribuição que ele já deixou para a sociedade. Com isso, ele nos adiantou um trecho do discurso que irá explanar durante a solenidade de despedida, após perguntarmos sobre como ele definiria sua trajetória: "Se eu voltasse ao tempo, aos meus 18 anos, gostaria de ser um policial militar", conclui.
Foto: Gilberto Junior//Bocão News