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Justiça quer suspensão do Enem

Imagem Justiça quer suspensão do Enem
Fernando Haddad diz que problemas não justificam realização de novas provas  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 08/11/2010, às 18h43   Natália Aguiar e Agências


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Depois dos vários problemas que ocorreram durante a realização do Enem, neste final de semana, como erros de impressões, de montagem e de aplicação da prova, a Justiça Federal do Ceará suspendeu nesta segunda-feira (8) o Exame, acatando um pedido da liminar feita pelo Ministério Público Federal. A decisão tem efeito em todo o Brasil.

A decisão da juíza Carla de Almeida Miranda Maia, da 7ª Vara Federal, foi baseada no argumento de que o erro de impressão das provas prejudicou os candidatos. Ela lembrou ainda, que em algumas salas, os alunos foram orientados a preencher o gabarito invertendo a ordem das respostas, o que seria incorreto, pois apenas os cabeçalhos das questões haviam sido alterados. Para ela, a realização de novas provas para parte dos candidatos colocaria em desigualdade todos os candidatos remanescentes.

Ainda conforme a juíza, os erros do Enem foram admitidos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que segundo ela, desprezou o acontecimento.

Coletiva

Durante entrevista coletiva concedida na tarde desta segunda-feira, o Ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou à imprensa que o MEC vai recorrer da decisão de anulação do Enem. “Problemas não justificam novo Enem”, afirmou.

Haddad esclareceu à imprensa que está mantido o prazo para a divulgação dos resultados, em janeiro de 2011 e, foi enfático ao dizer que liminares como essa são comuns. “Não é novidade esse tipo de ocorrência que acontece com frequência. Essas liminares são procedimentos da Justiça que zela pela qualidade técnica de um exame desse nível".

O ministro ainda disse que toda decisão deve ser respeitada, mas enfatizou a baixa abstenção do Enem deste ano, que para ele, é um fator relevante e que deve ser levado em consideração.

“Todas as ocorrências eventuais foram registradas, não houve nada de muito dramático. O domingo, principalmente, foi um dia de prova bastante tranquilo".

Para o governo, não há a necessidade de todos os candidatos repetiriam os exames, mas apenas os que não receberam os cadernos amarelos com falha na impressão e não trocaram por cópias sem erro durante a realização das provas.

Segundo Haddad, o Exame é realizado de forma que pode ser aplicado em diferentes datas, com versões que garantem o mesmo nível de dificuldade para os candidatos.

Abstenções

O Enem deste ano teve 4,6 milhões de inscrições. A abstenção foi de 27% no sábado e fechou o domingo em 29%. Cerca de 3,3 milhões compareceram em 1.698 cidades do país.

No ano passado, quando a prova vazou e foi adiada, a abstenção ficou próxima dos 40%.

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