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Médicos do Samu podem parar em 30 dias

Publicado em 17/01/2011, às 10h15   Redação Bocão News



Apesar de o novo secretário de Saúde de Salvador, Gilberto José, ser médico, e ter revelado interesse em trabalhar para que o impasse seja solucionado, ainda é grande a insatisfação dos médicos que operam no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindmed), José Caires, se não tiver nada de concreto nas negociações, os profissionais da área podem paralisar os serviços por 30 dias como foi alertado em pauta entregue ao secretário na última quinta-feira (13). A possibilidade de demissão coletiva não está descartada.

Nesta segunda-feira (17), às 19h, está prevista uma nova assembleia da categoria na sede do Sindmed, quando serão avaliados os rumos do movimento que ameaça parar o Samu na capital e a contra proposta da prefeitura sobre reivindicações da categoria..

Na última quinta (13), os médicos ameaçaram fazer uma demissão coletiva e deram o prazo de 30 dias para terem suas reivindicações atendidas. A pauta entregue ao secretário inclui nove itens, entre eles reajuste salarial, equiparando-os aos médicos do Programa de Saúde da Família (PSF), que está na faixa dos R$ 7 mil. O pessoal do Samu ganha R$ 3,9 mil.

Enquanto os médicos do Samu ameaçam parar, os do Programa de Saúde da Família (PSF) já decretaram greve, iniciada na última sexta-feira (14). Com isso, 56 postos do PSF de Salvador estão sem atendimento.

A principal reivindicação é com relação à precariedade da relação trabalhista. A exemplo do que acontece com os médicos do Samu, os do PSF também tem regime de trabalho precário,sem direittos trabalhistas. Os grevistas reclamam tambá da falta de condição de trabalho.

A categoria pretende fazer uma passeata nesta terça, a partir das 9h, do Campo Grande até a Praça Municipal. Cerca de 4,5 mil pessoas são atendidas por dia em cada posto.

Classificação Indicativa: Livre

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