O advogado baiano Ernesto Reyes, 39 anos, acusou a TAM de tê-lo submetido à “humilhação e ultraje”, durante um incidente ocorrido no vôo JJ 3520, que partiu na noite de quarta-feira (16) de Brasília rumo a Salvador. Reyes, retirado da aeronave pela Polícia Federal, afirmou ainda que vai processar a companhia aérea e o comissariado de bordo por danos morais e materiais.
De acordo com o advogado, o incidente teve início por volta das 23h da quarta-feira, minutos após ter embarcado no vôo da TAM, que ainda estava

em solo no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek. “O avião não estava cheio, tinha vários assentos vazios. Como sofro de dores na coluna e tenho 1,82m e 106kg, fui para uma das doze poltronas situadas nas saídas de emergência laterais, que tem mais espaço. Só havia uma cadeira ocupada. Foi quando chegou um comissário, iniciando um episódio de humilhação do qual nunca fui submetido na vida”, relata Reyes.
O advogado conta que o comissário de bordo pediu para ele e outro passageiro desocuparem os assentos das saídas de emergência, cuja tarifa é mais cara. “Disse a ele que não havia necessidade, que estava sentindo muitas dores e me ofereci para pagar a diferença. Ele não aceitou, afirmou que não tinha como fazer a operação de cobrança”, narra. A confusão gerou um impasse e irritou alguns passageiros, que pediram para que ele saísse da poltrona.
Polícia Federal - “Minutos depois, outro comissário disse que tudo bem, desde que eu pagasse a diferença em Salvador. Aceitei. Mas, aí veio uma mulher da TAM, que trabalha na operação de solo, e falou rispidamente que, se eu não me retirasse, iria ser preso. Em nenhum momento levantei a voz ou fui rude com os comissários. Não tumultuei nada. Não sai porque estava com dores, o que foi constatado depois no Hospital Santa Luzia, em Brasília, para o qual me dirigi. Estou indignado porque me senti profundamente desrespeitado e ultrajado como cidadão, sobremaneira como profissional, pois todos os passageiros do vôo entenderam que eu estava sendo preso”, conta
Reyes diz que pensou também na probabilidade de ter sido detido, mas foi informado pelos agentes de que havia saído do avião por uma medida chamada de “retirada compulsória”, quando o comandante solicita ajuda para evitar tumultos. “Estou com todos os laudos comprovando meu problema de saúde e vou pedir na Justiça o diálogo, que fica gravado na caixa preta. Meu processo não será contra a TAM, mas vai incluir o comissariado, que me submeteu a um ultraje desse tamanho”, afirmou.
O Bocão News tentou entrar em contato com assessoria de comunicação da companhia área para que a TAM comentasse o episódio, mas não obteve resposta até a noite desta quinta-feira (17).