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Abandono e Crise: saiba o que está acontecendo nas Ceasas

Ascom/SDE
Permissionários das Ceasas reclamam de falta de reformas e condições inadequadas  |   Bnews - Divulgação Ascom/SDE
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 17/06/2025, às 14h34



A Central de Abastecimento de Salvador (Ceasa) do Ogunjá, localizada no Engenho Velho da Federação, no dia 30 de maio, foi interditada por uma determinação do Governo da Bahia, sob a justificativa de risco de desabamento da estrutura. A situação chamou atenção para os problemas que estão acontecendo na Ceasa, como: boxes fechados, pouca movimentação, infraestrutura precária. 

De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), a primeira Ceasa foi fundada em 1973, na rodovia CIA-Aeroporto, com o objetivo de racionalizar e otimizar os processos de comercialização e abastecimento de produtos alimentícios. Em seguida, foram criados os mercados varejistas ou, como são popularmente conhecidas, as “ceasinhas”, localizadas nos bairros do Ogunjá, Rio Vermelho, Paripe e Sete Portas, além de outra situada no município de Jaguaquara, a 320 Km de Salvador, que funciona como entreposto.

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No Ogunjá, segundo informações do Correio 24 horas, hoje o mercado tem ao todo 104 boxes, porém apenas 52 estão ativos. Em uma rápida visita ao espaço é possível perceber o quanto o equipamento está degradado, estrutura de ferro das vigas à mostra, toldos que ficam na frente do mercado lascados, até mesmo o vazio em muitos boxes. 

O vendedor de frutas na Ceasa no Engenho Velho da Federação, João Luiz Vaz Ribeiro, contou ao BNews, no dia do protesto devido ao fechamento do lugar, que trabalha no local há mais de 40 anos, e explicou que um diretor da SDE esteve no mercado e apresentou os laudos, justificando o fechamento. Ele e outros permissionários questionaram a medida e alegaram que terão prejuízos.

"Estamos desesperados, sem saber o que fazer. Só eu já abasteci 20 mil em frutas. Se ficar fechado, vou ter um prejuízo. Isso só a minha realidade, fora os outros comércios que funcionam aqui. Eles chegaram aqui e falaram que vão interditar, mas a Cesta e a Delegacia que também funcionam aqui, vão continuar", relatou.

Depois de protestos e reuniões, a reabertura aconteceu no dia 9 de junho, mas o local passou a ter avisos de acesso. Segundo publicação do Correio, existem na Ceasa pelo menos sete placas com o escrito “Atenção: Área Isolada, Não Ultrapasse”, bem como algumas placas de alumínio isolando áreas do mercado.

BNews / Silvânia Nascimento
BNews / Silvânia Nascimento

A permissionária Hilza Maria Fernandes, 61 anos, conta que há mais de duas décadas que a Ceasa de Ogunjá não passa por uma reforma. “Os toldos estão deteriorados, completamente furados e com rasgos. O sol bate às 13h e, se não colocar lona, queima a mercadoria toda. Já reivindicamos isso há anos. Como se não fosse suficiente, os boxes estão cheio de pingueiras. [...] Estamos esperando uma melhoria, porque tudo isso afastou muito a clientela”, disse ao site.

O presidente da Associação de Permissionário da Ceasa (Aspec), Márcio Roberto de Almeida, destacou, ao Correio 24 horas, que a decadência dos mercados pode estar ocorrendo devido a falta de investimento e má gestão. 

Por outro lado, o órgão que administra as centrais, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE-BA), afirma que está discutindo, junto a Casa Civil, a Superintendência de Patrimônio da Secretaria de Administração (Saeb) e a Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem), soluções de médio e longo prazo para a requalificação do Mercado do Ogunjá. 

A quilômetros de distância, os problemas são semelhantes, na Ceasa do CIA. O espaço já possui um projeto de revitalização que começou em 2008, com ações educativas e de recuperação da infra-estrutura de todos os mercados que fazem parte da Ceasa. Porém, mesmo com o projeto há reclamações.

Ao todos são 140 itens que compõem a cadeia de produtos hortifrutigranjeiros, além de vender, em menor proporção, cereais e produtos alimentícios em geral. Em publicação, a SDE informa que entre os anos de 2019 e 2022, cerca de 76% do total de itens foram de origem baiana. 

Os trabalhadores da Ceasa na rodovia precisam lidar com a falta de cobertura, a insegurança e as más condições sanitárias do espaço concedido para venda, segundo o Correio.

Na BR, o funcionamento da Ceasa nas segundas, quartas e sextas-feiras, os portões abrem às 3h para permissionários e funcionários e às 4h para clientes. Às terças, quintas e sábados, a abertura dos portões é às 5h para todos. De segunda a sexta, encerra às 17h e aos sábados, às 13h.

Ceasa do Ogunjá funciona de segunda a sábado, das 6h às 18h, e aos domingos e feriados, das 6h às 14h.

Classificação Indicativa: Livre

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