Salvador
A interdição da Ceasa do Ogunjá, localizada no Engenho Velho de Brotas, em Salvador, pegou permissionários e clientes de surpresa nesta quinta-feira (29). De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia (SDE), o espaço apresenta problemas estruturais que impedem o funcionamento e foi fechado, sem previsão de reabertura.
Segundo comunicado da pasta, a decisão foi tomada após uma recomendação da Superintendência de Patrimônio (SUPAT), vinculada à Secretaria da Administração (SAEB), na noite de quarta-feira (28), para evitar riscos aos 41 permissionários e pessoas que transitam pelo mercado.
Engenheiros identificaram rachaduras em pilares, recalque nas fundações, além de corrosão em estruturas metálicas essenciais para a sustentação do prédio. O solo da ceasa tamvém apresentou condições críticas, com presença de lençol freático muito superficial e acúmulo de água em períodos de chuva.
O vendedor de frutas João Luiz Vaz Ribeiro, que trabalha no local há mais de 40 anos, contou que um diretor da SDE esteve no mercado e apresentou os laudos, justificando o fechamento. Ele e outros permissionários questionaram a medida e alegaram que terão prejuízos.
"Estamos desesperados, sem saber o que fazer. Só eu já abasteci 20 mil em frutas. Se ficar fechado, vou ter um prejuízo. Isso só a minha realidade, fora os outros comércios que funcionam aqui. Eles chegaram aqui e falaram que vão interditar, mas a Cesta e a Delegacia que também funcionam aqui, vão continuar", relatou.
A SDE informou, também em nota, que está em contato com os permissionários e que uma reunião foi agendada para 5 de junho, às 14h, para discutir soluções provisórias.
Nesta sexta-feira (30), trabalhadores se reuniram em protesto na porta da Ceasa do Ogunjá, sob gritos de "queremos trabalhar".
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