Salvador

Interdição surpresa e prejuízo: Saiba o que está acontecendo na Ceasa do Ogunjá

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Engenheiros identificaram rachaduras e corrosão, levando à decisão de fechamento da Ceasa do Ogunjá para evitar riscos  |   Bnews - Divulgação Silvânia Nascimento/BNews
Redação BNews

por Redação BNews

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Publicado em 30/05/2025, às 08h56



A interdição da Ceasa do Ogunjá, localizada no Engenho Velho de Brotas, em Salvador, pegou permissionários e clientes de surpresa nesta quinta-feira (29). De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia (SDE), o espaço apresenta problemas estruturais que impedem o funcionamento e foi fechado, sem previsão de reabertura.

Segundo comunicado da pasta, a decisão foi tomada após uma recomendação da Superintendência de Patrimônio (SUPAT), vinculada à Secretaria da Administração (SAEB), na noite de quarta-feira (28), para evitar riscos aos 41 permissionários e pessoas que transitam pelo mercado.

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Engenheiros identificaram rachaduras em pilares, recalque nas fundações, além de corrosão em estruturas metálicas essenciais para a sustentação do prédio. O solo da ceasa tamvém apresentou  condições críticas, com presença de lençol freático muito superficial e acúmulo de água em períodos de chuva. 

O vendedor de frutas João Luiz Vaz Ribeiro, que trabalha no local há mais de 40 anos, contou que um diretor da SDE esteve no mercado e apresentou os laudos, justificando o fechamento. Ele e outros permissionários questionaram a medida e alegaram que terão prejuízos.

"Estamos desesperados, sem saber o que fazer. Só eu já abasteci 20 mil em frutas. Se ficar fechado, vou ter um prejuízo. Isso só a minha realidade, fora os outros comércios que funcionam aqui. Eles chegaram aqui e falaram que vão interditar, mas a Cesta e a Delegacia que também funcionam aqui, vão continuar", relatou.

A SDE informou, também em nota, que está em contato com os permissionários e que uma reunião foi agendada para 5 de junho, às 14h, para discutir soluções provisórias.

Nesta sexta-feira (30), trabalhadores se reuniram em protesto na porta da Ceasa do Ogunjá, sob gritos de "queremos trabalhar".

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