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Brasil no centro do mundo: Novo mapa-múndi do IBGE causa polêmica; saiba detalhes

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Segundo presidente do IBGE, Márcio Pochmann, a iniciativa tem como objetivo destacar o papel de liderança do Brasil em fóruns internacionais  |   Bnews - Divulgação Reprodução / IBGE
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 09/05/2025, às 11h53 - Atualizado às 12h55



O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentou, na última quarta-feira (7), uma nova versão do mapa-múndi que inverte a orientação tradicional: o Sul aparece no topo e o Brasil ocupa o centro da imagem. A iniciativa, liderada pelo presidente do órgão, Márcio Pochmann, tem como objetivo destacar o papel de liderança do Brasil em fóruns internacionais como o BRICS, o Mercosul e na realização da COP30, que será realizada em Belém, em novembro de 2025.

Segundo Pochmann, a proposta do novo mapa é estimular reflexões sobre a posição do Brasil no cenário global e valorizar a crescente importância do Sul Global. “Estamos lançando o novo mapa-múndi, que coloca o Brasil no centro do mundo, mas agora com uma orientação invertida, estimulando uma reflexão sobre como nos enxergamos neste novo contexto, em que as transformações ocorrem mais rapidamente e exigem um protagonismo brasileiro ainda maior”, afirmou o presidente do IBGE em vídeo divulgado pelo instituto.

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O mapa destaca, além do Brasil, os países integrantes do BRICS e do Mercosul, as nações de língua portuguesa e o bioma amazônico. Também são ressaltadas cidades estratégicas para a agenda internacional do país em 2025: o Rio de Janeiro, como capital dos BRICS; Belém, sede da COP30; e o Ceará, que receberá o Triplo Fórum Internacional da Governança do Sul Global, em junho, na capital Fortaleza.

A iniciativa, já disponível para compra no site do IBGE, gerou debates nas redes sociais e dividiu opiniões entre especialistas, servidores do órgão e o público em geral. A nova versão do mapa foi chamada por alguns de “lacração geográfica” e por outros de “ícone decolonial”. Parte dos funcionários do IBGE divulgou notas de repúdio, alegando que a mudança pode comprometer a credibilidade do instituto, tradicionalmente reconhecido pela neutralidade técnica. A direção do órgão, por sua vez, classificou a proposta como um "grande sucesso".

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