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O mundo da prostituição, ainda no século XXI, segue sendo um dos mercados mais disputados e rentáveis para os agenciadores. Atualmente há plataformas digitais fechadas onde as pessoas vendem conteúdo adulto, mas o encontro presencial ainda em bastante procura. Por isso, um gurpo de três mulheres criaram grupos restritos no Whatsapp para agenciar modelos em todo o país atuando à margem da lei com regras severas. As informações são do colunista Carlos Carone do portal Metrópoles.
As modelos atendem clientes de alto padrão composta por empresários, políticos e figuras públicas que buscam discrição e exclusividade. As três cafetinas conseguiram estabelecer uma rede de influência e controle que abrange diversas cidades brasileiras, especialmente as grandes capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Elas operam com base em uma reputação construída ao longo dos anos, seja pela capacidade de selecionar as profissionais mais cobiçadas, seja pela discrição e segurança que prometem aos clientes de alto perfil.
Controlando uma pirâmide com até 12 grupos no WhatsApp que atinge mais de 600 integrantes em apenas um deles, há a cobrança de um “pedágio” fixo de R$ 300 por garota para conceder acesso às vagas. As mulheres estabelecem regras rígidas como a pontualidade, discrição com os clientes, higiene e a postura profissional.
As 'juízas' da pirâmide recebem denúncias, analisam comportamentos e, se necessário, convocam as profissionais para 'julgamentos' informais. Os motivos para um banimento podem variar: quebra de sigilo sobre a identidade de um cliente, comportamento inadequado durante um encontro, concorrência desleal ou até mesmo o descumprimento de acordos financeiros com as próprias cafetinas.
Ser banida por essa rede significa, para muitas, o fim da carreira no segmento de luxo. As consequências vão além da perda financeira, atingindo a reputação e, em alguns casos, a segurança das mulheres, que podem se ver isoladas em um ambiente onde o apoio informal é crucial.
O grupo Casting Elite World funciona como a vitrine máxima e o coração operacional de toda a rede, sendo o canal central onde os 15 a 30 agenciadores parceiros do trio lançam as ofertas de “jobs” mais cobiçadas e rentáveis do mercado VIP. Para figurar na seleta lista e disputar os atendimentos que chegam a pagar até R$ 10 mil por programa, as exigências postadas nos anúncios são inflexíveis: exige-se que as mulheres sejam “perfeitas de rosto e corpo”, com padrão visual de modelo ou figura pública, e com restrição absoluta a tatuagens visíveis ou intervenções estéticas artificiais marcantes.
Em conversa com o Metrópoles, sob a condição de anonimato, uma modelo contou que a inclusão do nome na lista negra inviabiliza a permanência no circuito de alto padrão, provocando o vazamento de contatos e imagens para agências no Brasil, na Europa e em Dubai.
O levantamento apontou ainda uma dinâmica estruturada de extorsão por meio do uso combinado do Tribunal e da Black List. A engrenagem tem início com o desligamento da profissional por justificativas banais, seguido pela inserção do nome no cadastro restritivo sob acusações infladas ou sem comprovação, como “não confiável” ou “problemática”.
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