Geral
por Gabriel Santana
Publicado em 30/07/2025, às 14h17
A campanha publicitária da marca de moda estadunidense American Eagle, realizada na semana passada com a atriz Sydney Sweeney, vem sofrendo muitas críticas por cometer discursos de racismo, eugenismo e objetificação da mulher. O trocadilho foi feito com as palavras “jeans” e “genes”, em inglês elas têm uma pronúncia parecida.
A campanha diz “Os genes são passados de pais para filhos, muitas vezes determinando características como cor de cabelo, personalidade e até mesmo a cor dos olhos. Meus genes são azuis”.
A atriz é loira, com olhos azuis e um corpo que é o perfil estético imposto pela indústria como o “perfil ideal” da beleza feminina e segundo a campanha, diz que Sydney Sweeney “tem um jeans ótimo”. O trocadilho deu a entender, pelo duplo sentido, que a mulher além de vestir roupas boas, é geneticamente ótima.
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De acordo com uma reportagem veiculada pelo Portal G1, muitas pessoas fizeram a ligação dessa propaganda com a teoria pseudocientífica que defende a melhoria genética. No século 20, o nazismo usou deste fato para construir suas idéias racistas e capacitistas. O “sangue azul” é uma expressão racista para se referir a pessoas brancas nobres da Idade Média.
As vendas da marca aumentaram 10% depois da campanha, rendendo quase 200 milhões de dólares e isso é um exemplo de como os Estados Unidos estão no meio de uma crescente do ultraconservadorismo, que pensa em ideias como estas.
Nem a marca e nem a atriz se posicionaram sobre o caso até o momento.
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