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CEO de franquia de brechó infantil é acusada de perseguir e humilhar franqueados: 'Vontade de dar na cara'

Divulgação/Cresci e Perdi
Em vídeos, a CEO expressa sua frustração com franqueados, utilizando linguagem ofensiva  |   Bnews - Divulgação Divulgação/Cresci e Perdi
Redação BNews

por Redação BNews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 19/08/2025, às 09h15



Elaine Alves, fundadora e CEO da Cresci e Perdi, franquia de moda circular infantil, está sendo acusada de humilhar e perseguir franqueados por meio de uma rede social. Segundo reportagem do Metrópoles, a empresária teria usado palavrões e xingamentos para expor nomes e faturamento das lojas.

Em um dos vídeos, Elaine afirma que quer "fazer a CEO zen" e dizer que ama o trabalho, mas que sente vontade de "dar na cara" dos franqueados.

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"Foda-se. Não vou ficar aguentando piti de franqueado. Vou m*rda nenhuma. O mês já está ruim e vocês aí com essas lorotas”, diz em outra gravação. E continua: “Não fiquem de piti não, que estou em um dia péssimo. Vai c*gar. Vai a m*rda. Não gostou, repassa no concierge. Tchau obrigada, vai fazer outra coisa. P*ta que pariu", diz.

Em um segundo vídeo, ela aparece em frente a uma loja de uma franqueada que deixou a rede, expondo nomes e xingando a ex-parceira, dizendo que o episódio servia de "exemplo".

De acordo com a denúncia, Elaine Alves criou um perfil na rede social para se comunicar com os franqueados, sendo este o único canal para informações sobre campanhas e ações de marketing da rede, que possui 566 lojas em 471 cidades. Segundo relatos, quem discordava ou questionava era retirado do grupo, ficando sem acesso às informações.

Uma ex-franqueada ouvida pela reportagem relatou que tentou, diversas vezes, deixar a franquia após ser surpreendida por taxas e valores que não estavam previstos.

"Meu contrato estava acabando e para renovar eu teria que pagar a taxa de franquia de novo, de R$ 160 mil. Eu pagava R$ 12 mil por mês só de royalties e, com o novo contrato, subiria para R$ 21 mil. Não tinha critério ou explicação, nada", contou.

Outro empresário relatou que só conseguiu deixar a franquia após apresentar um laudo psiquiátrico mostrando os impactos do trauma financeiro.

"Tinha um apartamento, um carro, um casamento. Perdi tudo em menos de um ano. Perdi R$ 400 mil, não tenho dinheiro para comprar comida, nem como pagar as dívidas. Falavam em R$ 50 mil de lucro por mês, eu nunca tive lucro nenhum. Eu ligava desesperado pedindo que me ajudassem pelo amor de Deus. A única orientação foi gravar mais vídeos para as redes sociais", desabafou.

A Cresci e Perdi foi procurada pelo Metrópoles, mas ainda não se manifestou sobre as acusações.

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