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DJ que teve membros amputados após cirurgia irá processar hospital; entenda o caso

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Após cirurgia de apneia, DJ que teve membros amputados entra com ação contra hospital e plano de saúde por negligência  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Arquivo Pessoal
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 13/02/2025, às 13h38



Após se submeter para uma cirurgia corretiva da apneia do sono, o jornalista e DJ Julio Cesar Trindade, de 35 anos, acabou passando por diversas amputações enquanto esteve internado na Casa de Portugal, no Rio de Janeiro.

A situação ocorreu em maio do ano passado, e agora ele está movendo uma ação contra o hospital e o plano de saúde do Bradesco. A unidade hospitalar nega a versão do DJ.

Tendo realizado a pré-cirurgia em outro hospital, ele teve de ser realocado na Casa de Portugal devido a um descredenciamento do plano. Na nova unidade, realizou a cirurgia corretiva de apneia, que foi bem-sucedida, mas ocorreram complicações durante a recuperação.

"Comecei a reclamar que estava com falta de ar e identificaram como crise de ansiedade. Deram remédio para isso —sendo que eu nunca precisei tomar medicamento para ansiedade. Relatei diversas vezes a falta de ar", contou o DJ em entrevista ao portal UOL.

Ele também afirma que demorou 24 horas para que a equipe diagnosticase que ele estava desenvolvendo um quadro de sepse, que é a resposta desregulada do corpo a um quadro de infecção causada por uma superbactéria resistente a antibióticos.

Devido a ter realizado uma cirurgia na região da boca, ele se comunicava por meio do bloco de notas do celular e pedia que fossem aferidas a pressão e a oxigenação, mas isso só ocorreu 24 horas depois quando identificaram a oxigenação baixa e teve de ser intubado, sofrendo duas paradas cardíacas.

Não se recordando de mais nada na sequência, ele ficou em coma por 40 dias e ao acordar percebeu que havia sido amputada sua perna esquerda, dedos da mão direita e do pé direito.

Após toda a situação, ele decidiu entrar na justiça pedindo indenização por danos morais e estéticos, pensão e pagamento de tratamento e próteses. O processo tramita na 8ª Vara Cível do Trivunal de Justiça do Rio de Janeiro desde dezembro de 2024, mas foi noticiado pela família apenas neste mês.

“Pensei se valia a pena reviver isso [para entrar com um processo], mas diante da forma como a Casa de Portugal me tratou, achei que fosse o correto. Eles ainda ligaram para minha esposa, 5 dias depois que eu saí, para fazer pesquisa de satisfação. E eu semimorto na frente dela”, afirma.

Procurada, a Casa de Portugal lamentou a ocorrência e discorreu a respeito da situação.

“Trata-se de paciente admitido para cirurgia eletiva realizada por equipe odontológica externa de sua preferência e escolha, que sofreu complicações decorrentes do procedimento, permanecendo nas dependências do nosocômio por 3 dias, com posterior transferência para outro hospital para realização de ECMO”, diz a nota.

Já a Bradesco Saúde disse que não se manifesta a respeito de casos levados ao judiciário.

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