Saúde

BNews Summer: No Dia do Preservativo, confira dicas para usá-lo com segurança

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Confira erros comuns, tipos de preservativos e dicas de especialistas para garantir máxima proteção  |   Bnews - Divulgação Pixabay
Redação BNews

por Redação BNews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 12/02/2025, às 20h15



Celebrado anualmente em 13 de fevereiro, o Dia do Preservativo tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância do uso da camisinha na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e na contracepção. A data foi instituída em 2008 pela AIDS Healthcare Foundation (AHF), uma organização internacional dedicada à prevenção do HIV/AIDS.

Segundo estimativas, o mercado de camisinhas segue crescendo no Brasil. Mais de 600 milhões de unidades são vendidas anualmente no país. Além disso, preservativos estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

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O médico psiquiatra e especialista em sexualidade, Dr. Jairo Bouer, alerta para os principais erros no uso do preservativo. Segundo ele, um dos maiores equívocos acontece ainda na hora da abertura do pacote.

"Abrir o pacotinho com os dentes ou unhas pode danificar o material e aumentar o risco de ruptura". Ele recomenda segurá-lo pela ponta com dois dedos e deslizá-lo sobre o pênis, evitando bolhas de ar que podem causar rompimentos. Também é essencial garantir que o preservativo tenha o selo de qualidade do Inmetro e esteja dentro do prazo de validade.

Sobre os diferentes tipos de preservativos, Bouer explica que atualmente se usa a nomenclatura "preservativo estéril" (antigo masculino) e "preservativo interno" (antigo feminino). O interno pode ser colocado antes da relação sexual, facilitando o uso. "A eficácia de ambos é semelhante na prevenção de ISTs, desde que usados corretamente", explica.

Li Rocha, sexóloga e embaixadora da Rilex, uma das principais marcas de preservativos do Brasil, destaca que lubrificantes à base de óleo, como vaselina e óleo de coco, podem comprometer a segurança da camisinha. “Os mais indicados são os à base de água ou silicone. Caso o preservativo rompa, a recomendação é interromper imediatamente a relação, procurar um profissional de saúde e considerar testes para ISTs e contracepção de emergência”, explica.

Além do uso do preservativo, Cara Assaf, médica proctologista, reforça que há outras formas eficazes de prevenção contra ISTs que incluem a testagem regular, o uso da PrEP (Profilaxia Pré-Exposição), da PEP (Profilaxia Pós-Exposição) e a vacinação contra Hepatite B e HPV. A vacina contra o HPV, disponível gratuitamente pelo SUS para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, também é oferecida para alguns grupos até os 45 anos. Na rede privada, a vacina nonavalente cobre nove tipos do vírus.

Pensando em relações sem penetração, como sexo oral ou uso de brinquedos sexuais, Assaf recomenda o uso de preservativos de barreira e higienização adequada. Ela também alerta que, embora a adesão ao preservativo no sexo oral seja baixa, a testagem regular continua sendo essencial, pois a camisinha não protege 100% contra ISTs. “A conscientização sobre o uso correto do preservativo e a combinação de múltiplos métodos de prevenção são fundamentais para a segurança e bem-estar sexual da população”, conclui.

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