Geral
por Gabriel Santana
Publicado em 04/11/2025, às 17h50
Eduardo Bazzana, empresário de 69 anos e presidente do Clube Americanense de Tiro e sócio de empresas em Americana (SP), foi preso em maio deste ano, por ser acusado de vender armas e munições ao Comando Vermelho no Rio de Janeiro.
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A Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro revelaram que, entre fevereiro e março de 2023, Bazzana movimentou quase R$ 1,6 milhão em transações ligadas ao comércio ilegal de armamento pesado com destino à maior facção do Rio de Janeiro, o Comando Vermelho.
Na operação realizada para prender o empresário, foram encontradas 200 armas, 40 mil munições e três carros de luxo, como um Cadillac de mais de R$ 2 milhões. De acordo com o Intercept Brasil, o empresário segue preso preventivamente, só que a investigação também apontou que Phelipe Bazzana, filho de Eduardo, seguiu os negócios do pai.
O Ministério Público de São Paulo, então, realizou uma nova operação realizada em agosto de 2025 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais(Gaeco), Polícia Federal, Exército e Batalhão de Ações Especiais de Polícia(Baep) e Eduardo foi o alvo principal da atividade que apreendeu 183 armas, sendo 20 fuzis, em uma sala secreta com abertura eletrônica, em Americana (SP).
Até então, Phelipe não foi denunciado, mas segue sendo investigado pela acusação de continuar o esquema de fornecimento de armas e munições a criminosos no Rio de Janeiro. Rogério Dini Duarte, advogado da família, confirmou ao Intercept, que Eduardo tem uma casa e empresa ativas na Flórida.
“Ele, de fato, tem [imóvel e empresa nos EUA], só que [essas informações] ainda não vieram aos autos [do processo judicial]. Se você soltar essa matéria no Intercept, o que que vai acontecer? Vai vir à tona esses bens, que são bens de família. Vai dar um rolo do caramba isso daí”, afirmou.
A empresa da família Bazzana se chama PHVB Armas, registrada em Kissimmee, cidade na região metropolitana de Orlando, estado da Flórida, na costa leste dos Estados Unidos. Eduardo Bazzana foi comprovado como administrador pela investigação, em janeiro deste ano. Além da empresa ativa, existe patrimônio imobiliário e histórico de negócios no estado.
A investigação comprovou que a organização recebeu parte dos valores transferidos pelo Comando Vermelho e fazia propaganda política nas redes sociais. A PHVB Armas fazia críticas diretas contra a política anti armamentista realizada pelo Governo Lula.
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