Geral
por Leonardo Oliveira
Publicado em 07/08/2025, às 13h32
Uma prática que pode parecer mais comum entre as mulheres também têm sido recorrente entre os homens. Encenar durante o sexo, seja para escapar da frustração ou manter a autoestima intacta, ou até mesmo para evitar constrangimento com as parceiras casuais tornou-se comum.
De acordo com a psicóloga e sexóloga Carla Cecarello, em reportagem do UOL, os motivos mais citados são:
Dessa forma, alguns homens optam em simular um orgasmo, usando táticas que parecem simples, como por exemplo, descartar rapidamente a camisinha antes que se perceba. Até chegam a usar desculpas como terem se masturbado antes do encontro, como justificativa da ausência ou baixo volume de esperma.
Atuação
Essas atuações começam antes da simulação do clímax. Alguns preferem diminuir o ritmo, modificando a profundidade das penetrações e intensificando a respiração, para parecer mais convincente. Quando pedem para ejacular fora do corpo da parceira, por exemplo, alguns homens apelam à masturbação manual para completar a 'encenação’.
Alguns fatores como o receio de ser julgado por não ter chegado ao orgasmo, sobretudo quando não se tem muita intimidade acabam influenciando. Fingir acaba sendo o caminho mais tentador do que lidar com o constrangimento de se explicar.
Quando a relação é mais próxima e há liberdade, a tendência é optar pela sinceridade. Mesmo assim, há quem relate que a honestidade nem sempre é bem recebida.
Outras situações envolvem tabus ou dilemas morais que fazem com que o nervosismo tome conta e comprometa o desempenho. A culpa, tensão emocional e o medo de ser descoberto interferem e os homens optam em fingir diante da frustração.
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Machismo estrutural
Outro fator que influencia é o machismo estrutural. Desde cedo, os homens precisam aprender a serem viris, dominadores e sexualmente disponíveis a todo o momento. Desta forma, imagina-se que não atingir o orgasmo é falha e vergonhoso, fazendo com que fingir seja algo que não mostre impotência, mesmo que não esteja relacionado ao desempenho.
Isso ocorre principalmente em relações casuais onde não há espaço para ser vulnerável. Com isso, em vez de expor uma dificuldade ou frustração, muitos escolhem o silêncio e a atuação. Além disso, para garantir a encenação, usam técnicas específicas, como mudar de posição, esconder o pênis com o prepúcio ou interromper o ato rapidamente, fingindo ter ejaculado.
Em algumas situações, a parceira pode notar o comportamento e associar o orgasmo fingido a uma falha pessoal, o que pode afetar a autoestima. Mesmo quando a situação é levada com leveza e bom humor, como em relações duradouras, a prática revela uma lacuna de comunicação e de intimidade entre o casal.
É importante ressaltar que apesar de parecer uma saída fácil, fingir orgasmo, à longo prazo, se trata de um problema de uma cultura que ainda valoriza a performance acima do prazer genuíno e expõe a urgência de diálogos mais honestos e abertos sobre sexo.
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