Saúde

Sente-se sempre exausto? Veja 10 dicas para reduzir o cansaço físico e mental

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O cansaço já faz parte da rotina de uma sociedade que vive na hiperprodutividade  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 07/08/2025, às 12h20 - Atualizado às 13h37



O cansaço já faz parte da rotina de uma sociedade marcada pela hiperprodutividade. Você provavelmente já se sentiu esgotado após um dia cheio de tarefas, prazos e compromissos. De acordo com especialistas e estudos recentes, a fadiga do século 21 é multifacetada: vai além do corpo e atinge o campo cognitivo, emocional e até estrutural. Neste cenário, aprender a descansar se torna um ato de resistência — e um passo essencial para uma vida mais equilibrada e consciente.

O que dizem os estudos
Uma pesquisa recente sobre hábitos de bem-estar, conduzida pela consultoria internacional Ipsos em parceria com o Global Institute for Wellbeing, revelou que mais de 62% das pessoas relatam sentir-se física ou mentalmente exaustas ao menos três vezes por semana.

Outro levantamento, feito pelo Observatório de Tendências Sociais e Empresariais da Universidade Siglo 21, apontou que 47% dos trabalhadores argentinos descreveram seu nível de energia como "baixo ou muito baixo" nos últimos meses, um dado preocupante sobre o esgotamento no ambiente de trabalho.

Entre os mais jovens, os números também chamam atenção. Dados do Unicef, em parceria com o Instituto Gino Germani, mostram que quase 7 em cada 10 adolescentes se sentem cansados mesmo após dormir mais de sete horas por noite. A sobrecarga emocional e as pressões escolares são apontadas como algumas das causas.

Os especialistas alertam: descansar não é preguiça, é necessidade. E mais do que nunca, é urgente reaprender a desacelerar.

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Cansaço que não passa

Mas o que causa essa sensação de cansaço constante? Para Adriana Martínez, psicóloga da Fundação Aiglé, não há uma causa única:

"Vivemos em uma sociedade que exige que estejamos disponíveis, atualizados, produtivos e emocionalmente estáveis o tempo todo. A linha entre trabalho e descanso se tornou tênue." 

Essa linha nos persegue desde o momento em que abrimos os olhos até fechá-los novamente, conectados a telas, alertas, conversas, reuniões e demandas. A gente dorme menos, descansa pior, e vive em estado de alerta. E o corpo, inevitavelmente, se esgota.

De acordo com o neurocientista Andrew Huberman, de Stanford em entrevista para o La Nacion, "a fadiga moderna nem sempre é física ou hormonal. É um estado cognitivo de sobrecarga constante devido à falta de pausas deliberadas”.

Sua equipe de pesquisa descobriu que estados de repouso fora do sono (momentos sem estímulos visuais ou tarefas) melhoram a plasticidade cerebral. "O descanso cerebral requer espaços de baixa demanda sensorial", enfatiza. Sem esses momentos de vazio mental, sem recesso, o cérebro entra em colapso, mesmo que o corpo esteja parado.

Dicas para combater o cansaço

E o que pode ser feito sobre esse esgotamento estrutural? Para Martínez, o primeiro passo é redefinir a fadiga. "É uma linguagem. Pode ser um sinal de que estamos desconectados de nossos desejos, ritmos ou até mesmo de nossas conexões."

Ouvir esse sintoma, respeitá-lo e empoderá-lo talvez seja a nova forma de autocuidado. Uma forma de resistência em um mundo imparável. Confira agora 10 recomendações de especialistas para o La Nacion, para podermos viver menos fadigados.

  • 1. "Tente manter uma rotina de sono consistente, mesmo nos fins de semana. A regularidade é tão importante quanto o número de horas que você dorme", sugere Matthew Walker, neurobiólogo da Universidade da Califórnia;
  • 2. "Ajuste sua rotina de sono ao seu cronótipo. Dormir contra o seu ritmo biológico é mais desgastante do que dormir pouco", diz Satchin Panda, pesquisador do Instituto Salk.
  • 3. "Encontre momentos de descanso sem estímulos visuais, mesmo que não durma. Descansar sem telas também é restaurador", acrescenta Andrew Huberman, neurocientista de Stanford.
  • 4. "Incorpore cochilos curtos de 10 a 20 minutos. Eles funcionam como uma redefinição mental sem exigir sono profundo", acrescenta Sara Mednick, especialista em sono da Universidade da Califórnia.
  • 5. "Evite multitarefa: fazer muitas tarefas ao mesmo tempo diminui a eficácia e drena sua capacidade de atenção", alerta Conrado Estol, neurologista especializado em prevenção vascular.
  • 6. "Ouça o que seu corpo e sua mente precisam. A fadiga é um sinal, não um fracasso", acrescenta Adriana Martínez.
  • 7. "Não preencha todos os espaços vazios do dia. O tédio também tem valor regenerativo", diz a psicóloga Rocío Ramos Paul.
  • 8. "Cuide da sua alimentação. Um intestino inflamado pode causar fadiga persistente que não se resolve com sono”, acrescenta Facundo Pereyra, gastroenterologista e autor do livro Agotados ("Exaustos", em tradução livre);
  • 9. "Limite o tempo de tela pelo menos uma hora antes de dormir. A luz azul retarda a produção de melatonina”, aconselha Eve Van Cauter, especialista em medicina do sono da Universidade de Chicago.
  • 10. "Lembre-se: descansar é um ato de saúde, não de preguiça. Pausar também é produtivo", diz Aric Prather, pesquisador da Universidade da Califórnia.

Classificação Indicativa: Livre

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