Geral
A escritora rondoniense Mãe Zeneida de Navê (Zeneida Martins Azevedo) afirmou, nas redes sociais, ter sido alvo de intolerância religiosa após apresentar seu livro infantil Meu terreiro, meu axé na Escola Municipal Joaquim Vicente Rondon, em Porto Velho (RO). Segundo a escritora, os ataques foram incentivados por uma parlamentar da capital.
No dia 21 de março, Mãe Zeneida publicou um vídeo relatando a experiência de apresentar o livro na escola. Já na terça-feira (25), a vereadora Sofia Andrade (PL) subiu à tribuna da Câmara Municipal e propôs um projeto para que a participação de crianças em eventos escolares ocorra apenas com autorização dos pais. Durante seu discurso, a parlamentar afirmou: “O Estado é laico, mas eu sou cristã” e, ao final, declarou: "Não podemos ser afrontados dentro do município de Porto Velho."
Após a fala da vereadora, Mãe Zeneida relatou que passou a sofrer ataques nas redes sociais.
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"Minhas redes sociais e a rede social da produtora do livro passaram a ser atacadas. Não só tentaram derrubar minhas contas, como também encheram de comentários ofensivos, preconceituosos, racistas e intimidadores", explicou a escritora.
A líder religiosa solicitou um posicionamento do Ministério Público de Rondônia e da Prefeitura de Porto Velho sobre o ocorrido.
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História e cultura afro-brasileira são ensino obrigatório há mais de 20 anos
O dia 21 de março marca o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, e, segundo o Ministério da Educação (MEC), a data é um momento para reforçar políticas públicas de combate ao racismo.
A inclusão da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana nos currículos escolares é garantida por lei e possibilita a discussão sobre a trajetória do povo negro no Brasil. Em janeiro de 2023, a Lei nº 10.639 completou 20 anos, sendo considerada um marco na educação brasileira.
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