Geral
por Leonardo Oliveira
Publicado em 06/02/2026, às 15h46
Foragida dos ataques de 8 de janeiro, a cozinheira Raquel de Souza Lopes foi deportada dos EUA e presa na última quinta-feira (5), no aeroporto de Confins, em Belo Horizonte. Ela tinha sido condenada a 17 anos por tentativa de golpe, associação criminosa e dano ao patrimônio.
Histórico de fuga
Raquel tinha sido condenada em 2023 e se encontrava em prisão domiciliar em Joinville (SC). No dia 4 de março de 2024, quando ainda respondia a recursos, ela quebrou sua tornozeleira e fugiu para a Argentina com um grupo de outros militantes bolsonaristas. O Brasil emitiu um mandado de prisão contra ela.
A foragida ficou na Argentina até novembro daquele ano, quando o país passou a prender fugitivos brasileiros. Ela se uniu a um grupo de militantes e novamente fugiu. A Interpol do Peru realizou um registro da entrada de Raquel pela fronteira de Santa Rosa em 19 de novembro. Ela ainda seguiu para a Colômbia e México.
Já em 12 de janeiro de 2025, Raquel cruzou a fronteira do México com o Texas, nos EUA. A Polícia de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) afirmou em reportagem ao UOL que ela foi presa por imigração ilegal e que seria deportada.
Tentativa de ficar nos EUA
Raquel ainda contratou advogados e tentou recorrer para permanecer em solo estadunidense. Ela esteve presa, em Raymondsville, no Texas. No entanto, em julho passado, seu recurso foi negado e foi mantida sua ordem de deportação. Ela tentou novamente recorrer, mas em 14 de janeiro deste ano, os EUA negaram novo recurso da defesa de Raquel.
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Depois de passar mais de um ano presa nos Estados Unidos, Raquel foi colocada em um avião com outros imigrantes deportados rumo à América do Sul. No Brasil, ela foi detida pela Polícia Federal e agora deve cumprir sua pena de 17 anos de cadeia no país.
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