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Família alega que padre se negou a falar nome de bebê em batizado no Brasil

Reprodução/ arquivo pessoal
Caso foi registrado na Delegacia de Crimes Raciais, sendo considerado um ato de preconceito religioso e racial.  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ arquivo pessoal
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 27/08/2025, às 16h54



Uma família alega que um padre se negou a falar o nome de uma bebê, chamada Yaminah, em batizado que ocorreu em igreja católica do Leblon, no Rio de Janeiro (RJ), alegando que teria ligação com um culto religioso.

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De acordo com o g1, uma tia estava gravando o exato momento da cerimônia na arquidiocese em que o religioso se recusou a dizer o nome da menina alegando ligações com culto religioso. Familiares pediram ao padre que dissesse o nome da menina, mas ele apenas se referiu a ela como “a criança” ou “a filha de vocês”.

A mãe de Yaminah, Marcelle Turan, afirmou:

O padre chamou a minha sogra e disse que não falaria o nome da nossa filha porque não era cristão. Depois, na sacristia, ele disse que estava ligado a um culto religioso e que, por isso, não falaria. Ele sugeriu usar Maria antes, mas não aceitamos”.

O Código de Direito Canônico da Igreja Católica recomenda que os pais evitem nomes “alheios ao sentido cristão”. Em nota, a Arquidiocese do Rio disse que o sacramento foi realizado corretamente e que o nome da criança não é citado em todos os momentos da celebração, apenas em pontos específicos da liturgia. Padres podem oferecer apenas conselhos e não podem impor a troca de nome.

A família de Yaminah registrou ocorrência na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, classificando o caso como preconceito por raça, cor ou religião.

Classificação Indicativa: Livre

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