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Fotógrafo brasileiro desaparece após escalada em montanha no Peru e família faz apelo: "Temos esperança"

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Fotógrafo brasileiro não dá notícias desde a semana passada, quando saiu em direção a uma escalada no Peru  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Matheus Simoni

por Matheus Simoni

matheus.simoni@bnews.com.br

Publicado em 11/06/2025, às 09h13



O fotógrafo brasileiro Edson Vandeira, de 36 anos, está há mais de 10 dias desaparecido após ele partir em escalada no Nevado Artesonraju, pico de 6.025 metros localizado na Cordilheira Blanca, no Peru. Familiares dele enviaram uma carta ao Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, clamando por um auxílio nas buscas.

Além da família, outras 18 entidades ligadas à atividade de montanhismo reforçam o apelo e destacam que a região é de difícil acesso e de condições climáticas severas impõem desafios que excedem as capacidades das equipes de resgate.

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“Temos esperança de estarem presos em uma fenda, esperando por ajuda”, informou a irmã do brasileiro, Jackeline Vandeira.


Devido a esses desafios, os signatários da carta aberta solicitam apoio logístico do Itamaraty, “incluindo um helicóptero especializado para varreduras aéreas em pontos críticos”. Além disso, pedem para que essa situação seja tratada como prioridade, pois cada minuto perdido reduz a chance de um desfecho positivo.

Fotógrafo brasileiro está desaparecido desde a última semana, quando saiu com outros dois colegas montanhistas (Foto: Redes sociais)
Fotógrafo brasileiro está desaparecido desde a última semana, quando saiu com outros dois colegas montanhistas (Foto: Redes sociais)


Assinam a carta a Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada (CBME), a Federação de Montanhismo do Estado de São Paulo (FEMESP),o presidente da Federação de Esportes de Montanha do Estado do Rio de Janeiro (FEEMERJ) e a Federação Paranaense de Montanhismo (FEPAM).


Vandeira partiu rumo ao Nevado Artesonraju om outros dois montanhistas, os peruanos Efraín Pretel Álonzo, da cidade de Huari, e Jesús Huerta Picón, de Caraz. A previsão era de que eles retornassem no dia 1 de junho, no último domingo, mas o trio não dá notícias desde a quinta-feira (29).


Em comunicado enviado à imprensa, o Itamaraty, por meio da Embaixada do Brasil em Lima, afirmou que acompanha com atenção o caso e está em contato com a família do brasileiro viabilizando contato com autoridades locais.


"Em atendimento ao direito à privacidade e em observância ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012, o Ministério das Relações Exteriores não divulga informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares e tampouco fornece detalhes sobre a assistência prestada a brasileiros", completa a nota.

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