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Famoso youtuber mantém mulher escrava por 30 anos; saiba mais

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Youtuber foi condenado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas  |   Bnews - Divulgação Divulgação / EBC
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 13/12/2025, às 12h10



O youtuber de medicina chinesa, Peter Lui, que possui mais de 3 milhões de inscritos e quase 1 mihão de seguidores no Instagram, foi condenado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas, no interior paulista,  por manter em sua casa por 30 anos uma mulher que vivia em situação análoga à escravidão

A vítima foi atraída em Pernambuco, e trabalhava o dia inteiro sem receber salário. As poucas economias eram fruto dos trocos que sobravam das compras da família. De acordo com os relatos do processo, a mulher, que hoje possui 59 anos, vivia uma rotina exaustiva de trabalho, que chegava a cerca de 15 horas por dia.

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Em 1992, Peter Liu e a esposa, Jane Liu, vieram da China para o Brasil e se estabeleceram em Recife (PE). À época, uma amiga em comum apresentou a funcionária para tomar conta do filho mais velho do casal.

A denúncia revela que a mulher começava a trabalhar às 7h e só parava às 22h, momento no qual era permitido que ela se alimentasse. Quando Davi, filho do casal chinês, fazia faculdade, ele acordava a mulher de madrugada para que ela preparasse sanduíches ou outro lanche.

Além disso, de acordo com o processo, em determinados momentos a mulher tinha que dormir na maca do consultório de medicina chinesa que funcionava na casa da família. Em outros períodos, sua cama estava instalada em um depósito de materiais.

Quem é Peter Lui

Com mais de 3 milhões de inscritos no Youtube, Peter Liu promete, nas redes sociais, cuidar “do corpo, da mente e da alma” com métodos de medicina chinesa. No entanto, só agora foi revelado que o sucesso na internet foi sustentado por trabalho escravo para cuidar da família, das tarefas domésticas e da clínica do influencer.

Segundo Peter Lui, em entrevista ao Metrópoles, a vítima é funcionária de sua ex-esposa e que não tem mais contato com ela há mais de 20 anos. No entanto, fotos anexadas ao processo em que ele foi condenado por manter a empregada em trabalho análogo à escravidão mostram Liu ao lado da filha, do genro e da funcionária em uma sorveteria em São José do Rio Preto (SP), em agosto de 2018.

De promessas a situação indigna

Nos primeiros seis meses como babá, a mulher disse que recebeu um salário mínimo por mês, mas não houve registro profissional. A família chinesa teria prometido que a situação trabalhista seria regularizada depois que eles fossem naturalizados brasileiros.

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Segundo o relato da vítima, após os primeiros meses, as promessas não se cumpriram e a funcionária foi convidada por Jane, mãe dos filhos de Liu, para se mudar para São Paulo. A família foi para Campinas, no interior paulista, escapando de uma autuação por clínica irregular em Recife.

Quando chegou em Campinas, a empregada doméstica, que é semianalfabeta, parou de receber salário. Ela é de Belo Jardim, cidade de 83 mil habitantes no interior de Pernambuco, tem 59 anos e viveu em condição análoga à escravidão com a família Liu desde os 27 anos.

Peter, os filhos Davi e Anni, e a mãe deles, Jane, foram condenados em 1ª instância pelo crime de reduzir alguém a condição análoga à escravidão.

Classificação Indicativa: Livre

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