Política

Prefeito explica compra de imóvel de Jaques Wagner por R$ 10 milhões: "Não houve qualquer pagamento em espécie"

Arqwuivo Bnews - Reprodução/ redes sociais
STF determinou que o apartamento e outros bens que pertencem ao senador petista sejam bloqueados  |   Bnews - Divulgação Arqwuivo Bnews - Reprodução/ redes sociais
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 19/07/2026, às 14h45



O prefeito de Conceição do Coité, Marcelo Araújo (União Brasil), se pronunciou após comprar o apartamento que pertenceu ao senador Jaques Wagner (PT) no Corredor da Vitória. O imóvel foi vendido dias antes do petista ser alvo de uma operação da Polícia Federal, que investigava o envolvimento do senador no Caso Master.

Com 152 m² e possuindo quatro suítes, o imóvel foi avaliado em mais de R$10 milhões, valor que já foi integralmente quitado. A venda foi protocolada no cartório do 1º Ofício de Registro de Imóveis de Salvador, onde os documentos para a transferência de propriedade estava sendo realizados antes do Supremo Tribunal Federal (STF) determinar o bloqueio dos bens.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

Em nota publicada nas redes sociais, o prefeito de Conceição do Coité afirmou que ele, através da empresa MSMG Patrimonial Ltda, da qual é sócio administrador, adquiriu o imóvel “em um negócio jurídico privado e transparente”. Conforme a nota, o pagamento do imovel ocorreu entre dezembro de 2025 e abril deste ano e todo o processo ocorreu de forma legal e sem irregularidades.

“O preço foi pago de forma integral e antecipada, exclusivamente por meio de transferências bancárias oficiais, nominais e rastreáveis, realizadas entre a conta da empresa para a conta dos vendedores indicada no contrato. Não houve qualquer pagamento em espécie, por interposta pessoa ou por meio não bancarizado”, declarou a nota.

Ainda conforme o comunicado, também foram pagos todos os impostos municipais de transmissão do imóvel e que a comprovação de todas as transferências e pagamentos em registros no cartório. Segundo o texto, todas as ações de compra e venda ocorreram antes da decisão do STF de bloquear o bem vendido pelo senador.

“Em nenhum momento da negociação, dos pagamentos, da lavratura da escritura ou da apresentação do título de registro existia qualquer restrição, gravame ou anotação em qualquer cadastro público sobre o imóvel ou sobre os vendedores. A MSMG Patrimonial Ltda e seu sócio administrador não são investigados e não são partes do referido processo”, declarou.

Receba as principais notícias de Política no canal do BNews no WhatsApp

Veja a nota completa:

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)
{# Os assets da galeria (unitegallery) sao injetados em bones/objects.py, somente quando o artigo tem galeria. #}