Geral
por Leonardo Oliveira
Publicado em 22/05/2025, às 16h40
A popularidade das capinhas de celular pode estar com os dias contados. Com os avanços nas tecnologias de proteção, fabricantes estão apostando cada vez mais na resistência natural dos smartphones, deixando de incluir capas protetoras nas embalagens e estimulando uma nova relação dos usuários com seus aparelhos.
Segundo especialistas, essa mudança vai além de questões de custo ou sustentabilidade: reflete uma verdadeira revolução nos materiais usados na fabricação dos dispositivos. O jornalista Thomas Germain, da BBC, decidiu testar essa tendência ao usar seu smartphone sem capinha por um mês. Mesmo após uma queda significativa, o aparelho sofreu apenas um pequeno dano lateral, evidenciando a evolução da resistência dos modelos atuais.
Hoje, marcas como Samsung, Xiaomi e Google utilizam o Gorilla Glass, um vidro reforçado que passa por tratamento químico para suportar impactos e evitar trincas. O Gorilla Armor 2, presente no Galaxy S25 Ultra, por exemplo, resistiu a quedas de até 2,2 metros em testes laboratoriais, mostrando que os smartphones estão mais robustos do que nunca. Além disso, o processo de fabricação desse vidro cria uma camada de tensão compressiva que dificulta a propagação de rachaduras, tornando os aparelhos mais duráveis.
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Dados recentes reforçam essa tendência: em 2024, 78 milhões de norte-americanos relataram danos em smartphones, número 11% menor do que em 2020, indicando uma redução nos acidentes graças à maior resistência dos aparelhos.
Apesar dos avanços, especialistas alertam que os smartphones ainda não são indestrutíveis. Impactos muito fortes podem causar danos irreversíveis, e usuários que trabalham em ambientes de risco ou costumam deixar o aparelho cair com frequência ainda podem se beneficiar da proteção extra das capinhas.
Além da resistência, a sustentabilidade também pesa na decisão de abandonar as capinhas, já que muitos desses acessórios acabam descartados rapidamente e contribuem para o acúmulo de lixo plástico. Para quem ainda prefere proteção, o mercado oferece alternativas como películas ultrafinas e cases biodegradáveis, que mantêm a estética e ajudam o meio ambiente.
A tendência é clara: o uso de capinhas está sendo repensado diante da evolução dos smartphones, mas a decisão final depende do perfil de cada usuário. Enquanto uns preferem exibir o design minimalista dos aparelhos, outros ainda veem valor na proteção tradicional. O futuro das capinhas, portanto, segue em aberto, mas a transformação no cuidado com os celulares já está em curso.
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