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Funcionária de creche esconde bilhete em mamadeira sobre maus-tratos contra menino com autismo

Reprodução: arquivo pessoal
Ao menos quatro mães procuraram uma delegacia para denunciar o caso sobre maus-tratos no último sábado (13)  |   Bnews - Divulgação Reprodução: arquivo pessoal
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 15/12/2025, às 14h16 - Atualizado às 17h15



Uma funcionária de uma creche particular, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo (SP), escondeu um bilhete em uma mamadeira, para alertar a mãe de um menino de dois anos, que tem autismo grau 2, que ele estaria sofrendo maus tratos, na última sexta-feira (12).

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A unidade fica localizada no bairro Solo Sagrado. De acordo com o g1, em nota publicada nas mídias sociais no último sábado (13), a direção da creche afirmou que as alegações das violências são inverídicas. A instituição ainda informou que não houve prática de maus-tratos e que permanece à disposição das autoridades competentes.

A mãe procurou a delegacia no sábado para fazer as denúncias. A genitora só ficou sabendo das violências após a funcionária, que que rompeu o contrato de trabalho e se demitiu, escrever um bilhete e colocar dentro da mamadeira da criança. No papel escrito tinha: “Me chama, preciso falar com você urgente sobre os cuidados do seu filho”.

Mas, a técnica de enfermagem revelou que não percebeu o bilhete e, por isso, foi procurada pela berçarista nas redes sociais, que enviou as fotos e os vídeos. Em uma das imagens, é possível ver a criança dormindo suada e, segundo a genitora, o menino estava com fezes. Em outra foto, o menino está sozinho em uma sala vazia, sentado em uma cadeira de refeição de modo com que não conseguia sair.

A ex-funcionária ainda relatou para a mãe que a criança ficava em uma área isolada, sem refrigeração adequada e sob forte calor. Na creche, a funcionária ainda comentou que a alimentação das crianças era mal armazenada, tinha condições insalubres de higiene, estrutura precária e que as crianças dormiam no chão ou em colchões velhos e sujos.

Arquivo pessoal
Arquivo pessoal

O garoto de dois anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), apresentou comportamento incomum mesmo com tratamento e medicação regulares. A mãe afirma que o estado do seu filho foi motivado pela negligência da creche e procurou uma advogada para formalizar a denúncia.

Ele é uma criança, fico muito revoltada, indignada, eu quero ir até o fim porque isso não se faz com nenhuma criança”.

Além da técnica de enfermagem, outras três mães procuraram a delegacia na tarde do último sábado (13), para denunciar os maus-tratos contra as crianças. Em nota, a direção da creche se posicionou sobre o ocorrido e alegou que as denúncias não são verídicas.

Confira a nota da creche na íntegra.

A direção da creche infantil vem, por meio desta, esclarecer informações recentemente divulgadas a respeito de uma suposta denúncia de maus-tratos contra crianças, as quais não condizem com a verdade. Ressaltamos que as alegações veiculadas são inverídicas e carecem de qualquer fundamento fático ou comprovação. Trata-se de uma tentativa clara de distorção da realidade, surgida em meio a um contexto de disputa judicial, no qual foi ingressada uma ação judicial contra os antigos proprietários, que consta em andamento. É importante destacar que a creche sempre pautou sua atuação pelo respeito, zelo e cuidado integral com as crianças, mantendo um ambiente seguro, acolhedor e adequado ao desenvolvimento infantil. Jamais houve qualquer prática de maus-tratos, sendo esta afirmação totalmente infundada. Ademais, reforçamos que todos os pais e responsáveis sempre tiveram acompanhamento diário, com acesso livre às dependências da escola, podendo acompanhar de perto a rotina, o bem-estar e o desenvolvimento de seus filhos, o que demonstra a transparência e a confiança que sempre nortearam a relação entre a instituição e as famílias. A creche permanece à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos adicionais e reafirma seu compromisso com a verdade, a ética e a proteção integral das crianças, repudiando veementemente a disseminação de informações falsas que possam causar prejuízos à instituição e às famílias atendidas. Por fim, confiamos que os fatos serão devidamente esclarecidos, prevalecendo a verdade e a justiça. Todas as medidas judiciais já estão em andamento”.

Classificação Indicativa: Livre

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