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Homem confessa ter roubado os próprios filhos para alimentar vício em jogos online e cassino; valor assusta

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Dentista revela vício em jogos e dívida de R$ 400 mil  |   Bnews - Divulgação Freepik
Bruna Rocha

por Bruna Rocha

Publicado em 15/09/2025, às 09h40



A vida de um dentista de 45 anos, que preferiu não se identificar, virou de cabeça para baixo quando o vício em jogos e cassinos online o levou a roubar dos filhos para jogar. Ao todo, ele acumulou uma dívida de R$ 400 mil em apostas, colocando em risco o sustento da casa e a manutenção do patrimônio.

"Nos esportes eu tinha que esperar o final do jogo para saber se ganhei ou perdi. Já nos cassinos, essa espera é de apenas dez segundos. Foi aí que perdi o controle", disse o dentista ao UOL. 

Os jogos começaram há três anos, mas somente em 2024 a situação se intensificou. A gravidade do vício do dentista foi descoberta recentemente, quando o pai decidiu pedir a interdição judicial. O objetivo foi proteger o patrimônio dos filhos do dentista e da esposa. A decisão determinou o bloqueio das contas, a suspensão do CPF para movimentações financeiras e a exclusão do cadastro em sites de apostas.

A dívida inicial era de R$ 60 mil, mas, três meses depois, já havia saltado para R$ 400 mil. O dentista buscou ajuda profissional, mas não conseguiu conter o vício. Nesse período, ele colocou o apartamento da família em risco. 

Como tentativa de conter o vídeo, o celular do viciado foi confiscado, e apenas dois contatos permanecem liberados. A família buscou apoio profissional, decidiu pela interdição e implantou uma planilha de fluxo de caixa para que a nora assumisse as contas, enquanto os parentes quitaram os empréstimos mais caros para salvar o imóvel.

A esposa pediu o divórcio, e para o pai do dentista, a internação foi a única saída para a família. "A perda de confiança que este novo fato nos proporcionou, além do choque inesperado, levou-nos a tomar medidas extremas. É muito difícil para um pai fazer isso, mas tinha de ser feito". 

Hoje, ele segue em tratamento, faz sessões semanais de terapia cognitivo-comportamental, passa mensalmente por consultas psiquiátricas e toma medicações para controlar a compulsão. O bloqueio de acesso ao celular também se tornou parte do processo.

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