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A advogada e influenciadora argentina Agostina Páez afirmou estar “morrendo de medo” após a Justiça do Rio de Janeiro decretar sua prisão preventiva por injúria racial e pela prática de gestos racistas contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul da capital fluminense. O desabafo foi feito em um vídeo publicado por ela nas redes sociais.
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Na gravação, Agostina diz estar desesperada com a situação e pede que o caso ganhe visibilidade: “Estou desesperada, morrendo de medo, e faço este vídeo para que a situação que estou vivendo tenha repercussão”, afirmou.
A advogada também declarou que não quer ser usada “como exemplo” e pediu ajuda. Até a última atualização, não havia confirmação de que a influenciadora tenha sido presa ou se apresentado às autoridades.
A argentina alegou ainda que seus direitos estariam sendo violados e demonstrou receio de sofrer novas consequências ao se manifestar publicamente: “Tenho medo de ser prejudicada ao fazer este vídeo, de que meus direitos sejam ainda mais violados”, disse.
Assista:
@_agostinapaez ♬ sonido original - Agostina Paez
A prisão preventiva foi determinada após a 37ª Vara Criminal do Rio aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). De acordo com a decisão, a medida se justifica pelo risco de fuga e pelo comportamento reiterado da acusada, que, segundo a promotoria, continuou com as ofensas mesmo após ser alertada de que a conduta configurava crime no Brasil.
Conforme a denúncia, Agostina teria se referido de forma pejorativa a um funcionário do bar utilizando a palavra “negro” e, ao sair do local, empregou o termo “mono”, que em espanhol significa macaco, além de reproduzir gestos do animal. Ainda segundo o MPRJ, ela voltou a proferir ofensas, utilizando expressões como “negros de m…” e “monos”.
As imagens que mostram os gestos circularam nas redes sociais e impulsionaram a investigação da Polícia Civil. A influenciadora nega as acusações e afirma que o comportamento teria sido apenas uma “brincadeira” direcionada às amigas.
Assista:
🚨 BRASIL: piden la prisión preventiva de la argentina Agostina Páez
— El Economista (@ElEconomista_) February 4, 2026
Está retenida en Río con tobillera electrónica por presuntos gestos racistas en Ipanema y fue imputada por “injuria racial”.
🗣️ “No hay antecedentes de una condena así a un extranjero”, dijo su abogado. pic.twitter.com/HNpR2V5ThH
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