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A mãe de um garoto de dois anos denunciou a creche municipal de Peruíbe, no litoral de São Paulo, onde o filho ficava, após a criança fraturar a perna e não ser levado para uma unidade de saúde. A cozinheira Thais dos Santos, de 29 anos, afirmou que só soube do ocorrido quando foi buscar o filho no local.
Segundo informações do G1, o menino teria brigado com um colega e acabou fraturando a perna direita. A mãe relatou que ao chegar na unidade, onde o garoto fica por tempo integral, foi informada que o filho estava com uma dor na perna.
O motivo da dor seria uma briga no dia anterior, que foi registrada no caderno de ocorrências da unidade, mas ela não teria sido informada. "Da maneira que estava escrito, era uma briga [...]. Eles [o filho e o colega] estavam disputando, acredito que um brinquedo, e ele caiu por cima do amiguinho em um tatame", relatou.
Thais disse ainda que ao questionar a falta de contato por parte deles, não teve resposta. As profissionais da creche afirmaram apenas que o outro garoto envolvido que poderia ter se machucado.
"O menino gritando de dor. Estou de mãos atadas porque estou em casa com meu filho, correndo o risco de perder o emprego por uma falta de comunicação. Eu só precisava de uma ligação da escola", lamentou a mãe.
Ao levar o filho na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Peruíbe, foi constatado através de exame de imagem que o garoto estava com uma fratura na tíbia da perna direita.
Ainda segundo o G1, a Secretaria de Educação local instaurou uma apuração para averiguar se houve omissão ou responsabilidade, para que medidas sejam tomadas. "Caso seja constatada qualquer omissão ou responsabilidade, todas as medidas cabíveis serão tomadas", garantiu a administração municipal.
A pasta destacou ainda que está em contato com a família, e conforme solicitado, o garoto teve a transferência de unidade escolar atendida. "O Conselho Tutelar também foi acionado e realiza os encaminhamentos necessários, respeitando o sigilo que envolve casos de crianças e adolescentes. A prefeitura reitera seu compromisso com o bem-estar dos alunos e a transparência na apuração dos fatos", finalizou.
O caso segue sendo investigado pelo Ministério Público de São Paulo. "O MP-SP busca esclarecer a possível violação dos direitos da criança, especialmente em relação à sua integridade física e ao dever de cuidado por parte da instituição de ensino", esclareceu o MP.
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