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Médico erra vírgula em receita e criança morre após overdose

Reprodução: KCTV5 News Kansas City
Hospital foi processado pela família da criança após receber a dose fatal e não conseguir sobreviver após ter uma overdose  |   Bnews - Divulgação Reprodução: KCTV5 News Kansas City
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 17/11/2025, às 15h41 - Atualizado às 18h31



Um médico do hospital UF Health Shands, em Gainesville, no estado da Flórida (EUA), errou uma vírgula na receita sobre dose de fosfato de potássio e De’Markus Page, uma criança de 2 anos, acabou morrendo após uma overdose. A família processou o profissional no último dia 6 de novembro.

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A ação registrada no processo diz que De’Markus morreu no dia 18 de março de 2024, duas semanas após ter sido internado pela primeira vez em outro hospital, no dia 1º do mês referente. De acordo com o IG, a mãe levou o menino para a emergência porque ele não parava de chorar, tinha diarreia e falta de apetite.

Após consulta, o garoto foi diagnosticado com rinovírus e enterovírus, agentes comuns de infecções respiratórias, além de apresentar baixos níveis de potássio. Por conta da situação clínica, foi iniciado um tratamento intravenoso.

A equipe médica decidiu transferir o bebê para o UF Health Shands, que realizaria cuidados mais avançados e específicos. Ao chegar na unidade, exames confirmaram que os níveis de potássio do garoto estavam bem baixos, dando início a novos tratamentos.

No dia seguinte, o processo confirmou que um médico, supostamente, injetou a dose de fosfato de potássio de maneira errada. Ao invés de 1,5 mmol, o profissional digitou 15 mmol, dez vezes acima do indicado. A ação diz que os outros médicos supervisores e farmacêuticos não perceberam o erro, mesmo após um alerta vermelho indicado pelo sistema.

Por causa desses erros, De’Markus recebeu duas doses consecutivas de uma overdose maciça de fosfato de potássio”, diz a nota.

O aumento da dose levou o garoto a uma parada cardíaca e à morte. Os familiares de De’Markus acusam a demora do atendimento durante a emergência. Ele teria ficado ao menos 20 minutos sem respirar, provocando danos cerebrais irreversíveis e comprometimento de outros órgãos. Ele ficou sem mostrar recuperação durante duas semanas, até morrer em 18 de março.

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