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Ministério Público arquiva investigação sobre produtos da Ypê após suspensão feita pela Anvisa

A intervenção da Anvisa e a tomada de medidas pela indústria levaram o Ministério Público de São Paulo a optar pelo arquivamento - Joédson Alves/Agência Brasil
Os lotes terminados com o número 1 foram suspendidos em maio deste ano pela agência  |   Bnews - Divulgação A intervenção da Anvisa e a tomada de medidas pela indústria levaram o Ministério Público de São Paulo a optar pelo arquivamento - Joédson Alves/Agência Brasil


O Ministério Público de São Paulo (MPSP) determinou o arquivamento da investigação sobre as irregularidades dos produtos de limpeza da marca Ypê, fabricados pela Química Amparo Ltda. A decisão considerou que a atuação da Anvisa no controle sanitário foi efetiva e que a empresa adotou medidas relevates, como a oferta de reembolso aos consumidores.

A fabricante prestou esclarecimentos e formulou um plano de melhoria da qualidade dos produtos. Sobre o recolhimento, ela decidiu recolher, por conta própria, os sabões lava-roupas líquidos, mesmo sem as autoridades pedirem por isso especificamente. 

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No caso dos canais de atendimento ao consumidor, como o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), o site e as redes sociais, a empresa os reforçou e projetou mecanismos que permitem a troca dos produtos ou a devolução do dinheiro aos consumidores afetados.

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Relembre

Em maio de 2026, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) suspendeu a fabricação, comercialização, distribuição e uso de diversos produtos da marca Ypê, por conta de problemas graves no processo de produção da empresa Química Amparo. Segundo a agência, as falhas estavam relacionadas aos lotes dos produtos com numeração final 1.

A medida foi publicada na resolução RE nº 1.834/2026 e abrangeu detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes fabricados na unidade da empresa em Amparo, no interior de São Paulo.

O caso aconteceu após uma inspeção sanitária realizada entre os dias 27 e 30 de abril deste ano, em ação conjunta com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP) e a Vigilância Sanitária de Amparo. 

Entre as irregularidades encontradas estão falhas nos sistemas de garantia da qualidade, na produção e no controle de qualidade dos produtos saneantes, o que poderia permitir contaminação microbiológica. 

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