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Mulher retorna à praia após 20 anos e sofre ferimentos graves causados por caravela-portuguesa: 'Receio de voltar ao mar'

Montagem BNews/Pixabay/Arquivo pessoal
Entenda os riscos da caravela-portuguesa e como agir em caso de queimaduras para evitar complicações e dor intensa  |   Bnews - Divulgação Montagem BNews/Pixabay/Arquivo pessoal

Publicado em 17/01/2025, às 12h06   Victória Valentina



O retorno para a praia após 20 anos tornou a vida de Brenda Gonçalves um verdadeiro pesadelo. A jovem, de 29 anos, ficou gravemente ferida em um incidente envolvendo uma caravela-portuguesa em Shangri-lá, no Paraná, em novembro de 2024. Desde então, a jovem tenta alertar outras pessoas sobre os perigos dos animais e busca tratamento dermatológico para remover as cicatrizes.

Em relato ao UOL, a profissional de marketing contou que se organizou com a família para ir à praia no feriado de 15 de novembro. No primeiro dia de viagem, ela contou ter visto algumas águas-vivas mortas na areia, mas permaneceu em uma área protegida, perto dos salva-vidas.  Porém, no dia seguinte, ela decidiu entrar no mar com a cunhada. Em determinado momento, a namorada do irmão apontou para a caravela-portuguesa, que já estava queimando Brenda. 

"Comecei a sentir um choque. Essa era a sensação da dor inicial. Tentei sair da água, mas foi quando enroscou ainda mais. Com dor, acabei tropeçando no mar, caí na água e vieram as ondas. Acabei engolindo bastante água e, quando consegui levantar, comecei a gritar de desespero porque a dor já era bem considerável. Os tentáculos estavam todos grudados", relatou ao UOL.

Na tentativa de ajudar a jovem, a mãe e o irmão também ficaram feridos, pois tocaram nos tentáculos. Para agravar ainda mais a situação, a mulher se lavou com água potável, o que piorou a dor, pois liberou mais toxinas do animal.

Uma equipe do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) foi acionado e jogou vinagre nas queimaduras. A estratégia é a mais recomendada nesses casos, pois o líquido contém uma substância chamada ácido acético, que netraliza o efeito das toxinas e alivia a dor antes do paciente ir ao médico.

Brenda foi levada para receber atendimento médico e levou injeções para amenizar as dores. No entanto, uma semana depois após o ocorrido, passou a ter bolinhas na pele, que subiram para a cintura. Na UPA, foi informada que ainda estava sofrendo uma reação alérgica, pois a toxina da caravela-portuguessa poderia ficar até três semanas no organismo.

Apesar de não sentir mais dor, a profissional de marketing ainda sente as sequelas, principalmente as manchas no corpo. "Não posso tomar sol. Quase três meses depois, ainda é possível ver as marcas dos tentáculos na minha pele. (...) Na hora do desespero a gente pode acabar tomando decisões erradas, como foi com a água doce. (...) Não fiquei com raiva da caravela. Foi um acidente e ela estava no habitat dela. Mas confesso que até agora estou com receio de voltar ao mar", desabafou.

Orientações

Bastante comuns no litoral brasileiro, as caravelas-portuguesas queimam banhistas pelos tentáculos, pois soltam uma toxina dolorosa ao encostar no corpo. 

Caso elas apareçam na praia, é importante evitar ficar muito próximo mesma que o animal esteja morto.

Mas, se por acaso sofrer um acidente, é crucial lavar o local da queimadura com água do mar. O banhista só pode retirar os tentáculos com o auxílio de um objeto, como pinça ou palito de sorvete. Não é recomendado utilizar água doce para lavar a área, pois auxilia na liberação de mais toxinas.

O uso de vinagre branco ou de maçã é a estratégia mais recomendada antes da pessoa queimada ser levada ao hospital.

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