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"O Gamepólitan é feito para quem consome, produz e vive os jogos", afirma idealizador do evento na Bahia

Rafaela Kalil / BNews
Gamepólitan 2026 promove debates sobre o impacto socioeconômico dos jogos, a força da comunidade gamer e importância da indústria de jogos na Bahia  |   Bnews - Divulgação Rafaela Kalil / BNews


Após um hiato de seis anos, o Gamepólitan retornou a Salvador em 2026. Sua 9ª edição, primeira desde a pandemia da Covid-19, foi realizada entre a última sexta (31) e este domingo (2), levando milhares de soteropolitanos para o Parque de Exposições, na Avenida Paralela.

O evento vai além da proposta de uma feira tradicional e se posiciona como uma plataforma completa de desenvolvimento socioeconômico e cultural para a indústria de jogos eletrônicos no estado. Esta é a avaliação do idealizador Ricardo Silva, que conversou com o BNews sobre o retorno do Gamepólitan, que esteve paralisado entre 2020 e 2025.

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Ao abordar a motivação por trás da criação do festival, Ricardo ressaltou que o objetivo principal nunca foi importar conteúdos prontos, mas sim criar uma estrutura em território baiano. Para ele, "mais importante não apenas trazer conteúdo, é fazer nascer no nosso estado da Bahia".

Há muito tempo eu sou apaixonado por jogos e sempre tive nos meus pais interpretando os games apenas como um lado do entretenimento, um brinquedo de criança que quando você vira adulto isso não faz mais sentido para o indivíduo. Muito pelo contrário, a gente joga a vida toda! Eu precisei mostrar o outro lado da moeda, de que não é somente a pessoa que consome o jogo, mas também aquele que produz o jogo, aquele que vive de lançar um jogo", destacou Ricardo Silva.

O Gamepólitan 2026 abordou o impacto socioeconômico dos jogos eletrônicos na atualidade. O retorno do projeto reuniu entusiastas, profissionais, desenvolvedores e empresários do setor tecnológico para debater inovações e tendências do mercado gamer. 

De acordo com Ricardo Silva, a proposta da organização é evidenciar o potencial do setor como gerador de negócios, empregos, renda e inovação para a educação, ultrapassando a barreira do lazer e mostrando a força dessa indústria.

E a partir disso nasce o Gamepólitan, com a motivação de mostrar pra sociedade o como é essa indústria e, o mais importante, de como a gente tem uma comunidade muito forte e engajada. Isso é uma manifestação cultural de fato, através do ecossistema digital e, claro, da ludicidade material", afirmou o idealizador do Gamepólitan.

Confira a entrevista completa:

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