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Recentemente, o influenciador e empreendedor Tallis Gomes se envolveu em uma polêmica nas redes sociais. Quando questionado por um seguidor, através do Instagram, “Se sua mulher fosse CEO de uma grande companhia, vocês estariam noivos?”, ele respondeu “Deus me livre de mulher CEO”.
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Gomes é conhecido na internet por criar polêmicas, chamando atenção para assuntos deste tipo. O discurso machista, utilizado para bombar nas redes, não pode mais ser considerado uma novidade. Pablo Marçal, coach que disputa a prefeitura de São Paulo, por exemplo, faz isso há tempos.
A reflexão, proposta pelo colunista do VALOR, Guilherme Ravache, também associa os dois a Elon Musk, bilionário dono de empresas como a Tesla e o X que acumula processos por assédio e se envolve em polêmicas machistas.
Para Ravache, além milhares de seguidores, os três tem em comum o fato de criarem polêmicas nas redes para cativar um público fiel. Seja de que natureza forem, em virtude da quantidade de comentários e compartilhamentos na postagem, os algoritmos entendem que aquele conteúdo é relevante e aumentam o alcance das postagens.
As visões de supremacia masculina vem ganhando espaço no TikTok e em plataformas de podcast nos últimos anos. Personalidades diversas ganham notoriedade com discursos extremistas sobre os direitos dos homens "de alto valor", aqueles que são definidos como ricos, influentes e adeptos à submissão das mulheres.
Nesse contexto, Ravache define Tallis, Marçal e Musk como um "trio de gurus misóginos e especialistas em redes sociais" e opina que devem ter algum conhecimento do que estão promovendo.
"Em um cenário no qual as pessoas se sentem cada vez mais inseguras diante de avanços tecnológicos que precarizam o trabalho e aumentam a desigualdade social, apelar para os instintos mais primários das pessoas que se sentem ameaçadas funciona para atrair a atenção e gerar visualizações nas redes", diz Ravache.
"Conhecidos como "red pills" (referência ao filme "The Matrix", no qual quem toma a pílula vermelha vê o mundo como ele realmente é) esse grupo de pessoas raivosas que se espalham por todos os lugares se veem como oprimidos. E como nossos gurus digitais da misoginia, defendem que as tarefas domésticas e o cuidado com os filhos são trabalho de mulheres e que elas não poderiam ser líderes", continua.
Tudo isso resulta numa polarização entre homens e mulheres que cresce cada vez mais, sobretudo entre os mais jovens. É fato que o mundo digital é mais frequentado por jovens do que pessoas mais velhas, e é justamente nesse ambiente que os 'gurus misóginos' se destacam.
Dizendo “Deus me livre de mulher CEO”, Tallis sabia que teria uma grande repercussão e uma plateia para aplaudir aquilo. E a influência que essa e outras figuras excercem sobre os mais jovens é perigosa já que, igualmente a Marçal e Musk, lideram empresas influentes.
Tallis pediu desculpas em sua rede social após a repercussão negativa.
"Ontem, eu errei feio num texto aqui no Instagram. E quero reconhecer o erro e pedir desculpas. Muitas mulheres se sentiram machucadas pelas minhas palavras, e eu estou profundamente chateado por ter magoado essas pessoas. Fui infeliz no meu texto ao dizer qual tipo de mulher eu gostaria para a minha vida e acabei tocando em pontos sensíveis usando palavras que não deveria usar".
Apesar disso, esta certamente não será a última vez que algo do tipo vêm à tona. De todo modo, é necessário acender um alerta para o conteúdo que ganha cada vez mais espaço nas redes e que parece ter se tornado o 'modus operandi' de tantas personalidades para viralizar.
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