Geral
por Antonio Dilson Neto
Publicado em 19/05/2026, às 19h15
A célebre escultura "Danaid", assinada pelo mestre franco-romeno Constantin Brancusi, foi arrematada em um leilão em Nova York pela impressionante cifra de 107,6 milhões de dólares, o equivalente a cerca de R$ 538 milhões na cotação atual.
O martelo foi batido pela tradicional casa de leilões Christie's.
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A venda quebrou uma hegemonia que já durava anos no topo do colecionacionismo mundial. De acordo com o banco de dados internacional da AFP, as três primeiras posições das esculturas mais valiosas do planeta eram ocupadas exclusivamente por criações do artista suíço Alberto Giacometti. Com o resultado do novo pregão, o trabalho de Brancusi garantiu o segundo lugar geral.
A peça dourada agora fica atrás apenas do clássico "Homem Apontando" (L'homme au doigt), também de Giacometti, negociado em 2015 pela fortuna de 141,3 milhões de dólares (aproximadamente R$ 707 milhões).
O terceiro lugar do pódio passou a ser da obra "Homem Caminhando I" (L'homme qui marche I), avaliada em 104,3 milhões de dólares.
O mistério por trás da obra
Para dar forma aos traços enigmáticos de "Danaid", Brancusi inspirou-se nas feições reais de Margit Pogany, uma jovem pintora húngara que o escultor conheceu em Paris no ano de 1910, época em que a capital francesa ditava os rumos das vanguardas artísticas mundiais.
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O design da obra aposta no minimalismo e na sofisticação extrema. Trata-se de uma cabeça humana estilizada, fundida em bronze e inteiramente revestida com folhas de ouro reluzentes, destacando-se pelos olhos expressivos desenhados em arcos geométricos perfeitos.
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"O ouro reservado para o rosto e a pátina negra do cabelo conferem às feições uma elegância meditativa e uma refinação semelhante à arte budista do Extremo Oriente, que Brancusi tanto admirava", detalha Marielle Tabart, principal especialista na trajetória do escultor, em análises preservadas pelo Centro Pompidou.
O valor de mercado da peça também se explica por sua extrema raridade física. Registros oficiais do museu de Paris, que abriga em seu acervo permanente um exemplar idêntico ao modelo milionário comprado pelo colecionador anônimo, confirmam que Brancusi produziu pouquíssimas fundições em bronze dessa série específica entre os anos de 1913 e 1918, tornando cada lote sobrevivente um ativo disputado intensamente pela elite financeira global.
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