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Os novos desafios da paternidade: o que mudou na criação dos filhos nos dias atuais

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Os novos desafios da paternidade na criação dos filhos mudam, principalmente, de acordo com a particularidade de cada geração  |   Bnews - Divulgação Reprodução Freepik
Mariana Cedrim

por Mariana Cedrim

Publicado em 09/08/2026, às 05h00



O significado da expressão “ser pai” e o exercício da paternidade passaram por transformações ao longo das gerações e estão mais evidentes nos tempos atuais. Aquela figura que fazia o papel apenas de ser o provedor e o responsável por ditar as regras da casa, agora tende a participar ativamente da vida dos filhos e dividir as demandas e responsabilidades com as mães.

Embora o papel dessa figura tão distante emocionalmente no passado esteja se transformando, um estudo realizado pelo Instituto Nexus apontou que mais da metade dos brasileiros ainda acredita que os pais da atualidade estão menos presentes na criação dos filhos. Contudo, a maioria dos homens, o equivalente a 81% dos entrevistados, considera a presença dos pais de extrema importância para o desenvolvimento dos filhos. Mas quais serão os fatores que ainda impedem que esse "achismo" se torne uma realidade?

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Para Felipe Santana, pai de primeira viagem do pequeno João de três meses, tudo está sendo novo e o fator tempo tem sido um dos grandes desafios. "Como meu filho ainda tem três meses, sempre procurei formas de estar presente na vida dele desde os primeiros dias de vida. Mesmo com a rotina de trabalho apertada, creio que é necessário acompanhar todas as fases, etapas e descobertas. O maior desafio é justamente conciliar o tempo no trabalho e a rotina com ele dentro de casa", diz ao BNews

Já o programador Bruno Bahia, que vivenciou e vivencia a paternidade em períodos historicamente diferentes, criar filhos com mais de duas décadas de intervalo revela como a parentalidade mudou. Para ele, o fator tecnologia tem sido seu maior desafio na atualidade. Ele é pai de Bruno, de 31 anos, que já lhe deu uma netinha, Ezequiel, de 9 anos, e Levi, de 6 anos.

"Se há 30 anos o desafio central era garantir a autonomia fora de casa, hoje a criação acontece dentro do ambiente digital. A internet e as telas trouxeram vantagens inquestionáveis, abrindo portas para o acesso instantâneo ao conhecimento, apoio ao aprendizado e novas formas de criatividade. No entanto, elas também impõem riscos  aos menores", reflete.

Bruno chama atenção para os perigos da tecnologia a exemplo da superexposição, da dependência cibernética e do impacto no desenvolvimento socioemocional e físico. "O grande desafio dos tempos atuais não é apenas impor limites físicos, mas atuar como um mediador ativo, ensinando as crianças a navegarem com segurança e senso crítico em um mundo conectado que simplesmente não existia na infância do meu filho mais velho", conta o pai.

Ainda de acordo com o Instituto Nexus, para os entrevistados durante a pesquisa, para que o homem seja considerado um bom pai, a principal característica ainda é  “ser presente no dia a dia”, tema apontado por 53% das mulheres. A condição é seguida por "educar/orientar com limites" (19%), "demonstrar carinho e afeto" (8%), "dar exemplo" (7%) e "oferecer segurança financeira" (3%). 

No fim, o que se busca é uma divisão mais equilibrada da responsabilidade de criar e educar os filhos. A presença paterna, lado a lado com a materna, é fundamental para enfrentar os desafios de formar um ser humano em uma sociedade marcada por constantes mudanças e adversidades.

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