Geral
Coloridos, macios e irresistíveis para apertar, os squishies viraram febre entre crianças. Com formatos que imitam alimentos, animais e personagens, os brinquedos conquistaram espaço nas mochilas, nos quartos e, principalmente, nas redes sociais. Por trás da aparência inofensiva, no entanto, existem riscos que exigem a atenção de pais e responsáveis, especialmente quando os produtos apresentam substâncias químicas, podem se romper ou contêm pequenas bolinhas em seu interior.
A preocupação vai além da qualidade dos materiais utilizados na fabricação. Em outros países, análises e alertas de segurança envolvendo determinados modelos de squishies levantaram questionamentos sobre a presença de substâncias potencialmente perigosas, incluindo o benzeno, composto químico associado a riscos graves à saúde.
Outro ponto de preocupação está nos brinquedos que possuem bolinhas, gel, líquidos ou outros materiais em seu interior. Quando a estrutura externa se rompe, esse conteúdo pode ficar acessível e despertar a curiosidade dos pequenos. Caso as bolinhas sejam levadas à boca e engolidas, existe risco de engasgo e, dependendo do material, de complicações mais graves, como obstruções intestinais.
Além disso, vídeos que mostram pessoas aquecendo, cortando, perfurando ou modificando os brinquedos também aumentam os riscos. Na tentativa de reproduzir experiências vistas na internet, crianças podem acabar expondo o conteúdo interno ou danificando materiais que deveriam permanecer intactos. Colocar squishies no micro-ondas, no forno ou perto de outras fontes de calor é uma prática que deve ser evitada, já que o aquecimento pode provocar o rompimento do produto, liberar substâncias e causar queimaduras.
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A preocupação com essas tendências levou o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) a publicar, em outubro de 2026, um alerta sobre o uso inadequado dos squishies. O órgão orienta os consumidores a não aquecer, cortar, perfurar ou modificar os brinquedos, além de recomendar atenção à procedência, à faixa etária indicada e às informações de segurança presentes na embalagem.
Na hora da compra, os responsáveis devem verificar se o produto apresenta identificação do fabricante ou importador, advertências legíveis e o Selo de Identificação da Conformidade, quando exigido pela regulamentação. No Brasil, a Portaria Inmetro nº 302/2021 estabelece requisitos para a avaliação da conformidade de brinquedos. Adquirir em estabelecimentos confiáveis e a solicitação da nota fiscal também ajudam a identificar a origem do produto.
Os cuidados não terminam depois da compra. Rasgos, furos, rachaduras, vazamentos e partes que começam a se desprender são sinais de que o brinquedo precisa ser retirado de uso. O mesmo vale para modelos que apresentam superfície excessivamente pegajosa ou oleosa e odor químico muito forte. Nessas situações, o ideal é impedir que a criança continue manuseando o objeto e evitar o contato com qualquer material liberado.
A atenção deve ser redobrada com os squishies que imitam alimentos, como frutas, doces e sobremesas. A aparência realista pode despertar a curiosidade e levar crianças pequenas a colocar o brinquedo na boca. Respeitar a faixa etária indicada na embalagem e manter produtos com peças pequenas ou preenchimentos acessíveis longe de crianças que ainda têm esse hábito são medidas importantes.
O Inmetro disponibiliza canais oficiais para consulta de informações sobre a regulamentação e registros relacionados a produtos. Ocorrências envolvendo acidentes de consumo também podem ser comunicadas ao Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac).
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