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Publicado em 19/02/2022, às 16h39 Redação
Francisca Maranguape Silva, 50, e Fábio Machado Silva, 44, passaram o sábado à espera da identificação dos três filhos que morreram soterrados em Petrópolis, no Rio de Janeiro. Ela ficou presa no trabalho por conta da chuva e não conseguiu chegar em casa, já o pai, tentou socorrer os filhos, mas foi levado pela correnteza.
“A chuva estava muito forte, eu não suspeitei de nada. Por volta das 16h15, um barulho muito grande veio do alto. Igual a trote de cavalo, fiquei desesperado. Meu instinto de pai falou mais alto e eu gritei: ‘Mila, Stephanie, Daniel’. A mais velha desceu a escada e eu fui pegar os três. Nós voltamos para escapar do desastre, só que a água aumentou e me jogou lá na casa da minha cunhada a 30 metros de distância. Antes de cair, eu falei ‘sobe, meus filhos’. Eu retornei pro local 20 minutos depois, mas já era tarde”, contou o pai.
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A dor só aumenta quando Francisca lembra dos últimos momentos com os filhos: “Daniel, uma semana antes, chegava na porta da cozinha e falava pra mim: ‘Mãe, eu te amo, o que eu faço pra te ajudar pra você ficar comigo, porque eu quero que você fique comigo’. Parece que ele tava adivinhando. E a Stephanie no domingo chorou muito, muito. Aí eu falei assim: o que essa menina tem? ‘Eu não sei, mamãe, eu não sei’. E a Mila nunca foi de fazer as coisas pra mim, aí nesse dia ela começou a fazer um monte de coisa pra mim. Parece que eles estavam adivinhando o que ia acontecer para frente, isso não sai da minha cabeça”, disse a mãe em entrevista ao G1.
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