Geral
por Cibele Gentil
Publicado em 18/04/2026, às 09h08
A policial militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, envolvida na ocorrência que causou a morte de Thawanna Salmázio, em São Paulo, receberá um aumento de R$ 480 no salário bruto. A policial está afastada de suas funções desde 4 de abril, segundo Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).
O porquê do aumento salarial
A sanção da Lei nº 18.442, assinada pelo governador Tarcísio de Freitas em 2 de abril, que previu a extinção da divisão entre soldados de 1ª e 2ª classe, passando a existir apenas a graduação "soldado PM".
Antes da sanção, após deixar a posição de aluno-soldado PM, ele era posto como soldado de 2ª classe. Com a nova lei, quando a pessoa deixa a condição de aluno-soldado PM, ela passa a atuar diretamente como soldado PM na corporação paulista. Assim, a policial Yasmin mudou de cargo. Ela passou de ‘soldado de 2ª classe’ para ‘soldado’.
A mudança de cargo de Yasmin e de outros policiais militares começou a valer na data da sanção da lei, 2 de abril, um dia antes da ocorrência que vitimou Thawanna.
Esclarecimentos da SSP
A SSP-SP esclareceu que Yasmin não foi promovida. O ajuste salarial de R$ 480 se refere à equiparação automática da remuneração, garantida pela lei a todos os policiais que ocupavam a extinta 2ª Classe. A agente afastada se enquadra neste caso.
Afastamento e inquérito
Yasmin é alvo de um Inquérito Policial Militar (IPM) pela morte de Thawanna. Também está em andamento um inquérito policial, através do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) para apurar as circunstâncias da ocorrência.
Relembre o caso
A abordagem que terminou na morte de Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, ocorreu na madrugada da sexta-feira (3), na Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo (SP). A mulher foi atingida por um tiro no peito por uma policial, após uma discussão. Thawanna chegou a ser socorrida, mas não resistiu ao ferimento.
A discussão entre o casal e os policiais teria começado após o retrovisor da viatura atingir Luciano Santos, marido da vítima .Em depoimento, a policial declarou que foi confrontada por Thawanna e que a mulher invadiu seu espaço pessoal, desferindo tapas.
A PM ainda argumentou ter tentado afastar a mulher com empurrões e chutes, mas que a vítima continuou avançando, fazendo necessário que ela atirasse. Essa versão é negada por Luciano.
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