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Professora aponta racismo em peça publicitária do Cremeb; Conselho explica

Reprodução / Instagram
A campanha publicitária realizada pelo Cremeb foi alvo de críticas pela professora Bárbara Carine que apontou racismo nas peças  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Instagram
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 12/10/2024, às 19h38



A professora e escritora Bárbara Carine, nas redes sociais "Uma Intelectual Diferentona", acusou de racismo uma campanha do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) que orienta pacientes a procurarem saber se um médico é falso ou verdadeiramente registrado. Em publicação no Instagram realizada neste sábado (12) Bárbara disse que a campanha "incita pensamentos racistas".

Em nota, o Cremeb ressaltou que a peça apontada pela professora "é apenas um dos três modelos utilizados nesta campanha publicitária, que visa combater o exercício ilegal da medicina". Confira abaixo a íntegra da nota e as demais peças. 

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"É muito bizarro, incita pensamentos racistas, reforçam o estereótipo racista do ponto de vista estrutural que permeia esse imaginário coletivo social. Uma instituição pública fazendo uma bizarrice em via pública", afirmou a professora. A campanha realizada pelo conselho de medicina usa a imagem de uma mulher negra espelhada e aponta, na peça publicitária: “Uma delas é falsa. Na dúvida, consulte o Cremeb”.

Na opinião da professora, profissionais médicos negros precisam, a todo momento, reforçar que são verdadeiramente profissionais habilitados e que o mesmo não se verifica com profissionais brancos: a professora ainda pontua que a maioria dos casos de falsos médicos ocorre com brancos.

Nas redes sociais, a maior parte dos comentários foi de quem concorda com a professora. "Quando o contexto é negativo eles lembram de nos colocar como “referência”. E ainda vão alegar que pensaram em contribuir com a inclusão e representatividade dos negros, só que não… O racismo brota de todas as formas da branquitude", comentou o professor de artes do Ifba, Maurício Faísca.

Houve, entretanto, comentário de quem discorda da professora: "Sou negro, professor de História, Pós-graduado em História Social e Africana e comunicador. Onde esta o racismo ai? Já vir essa mesma propaganda com médicos brancos. Menos", escreveu o apresentador Fábio Silva.

Confira nota do Cremeb:

O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) esclarece que o outdoor citado é apenas um dos três modelos utilizados nesta campanha publicitária, que visa combater o exercício ilegal da medicina (segue abaixo as três peças da campanha). 

A autarquia federal tem como objetivo refletir a pluralidade da sociedade em todas as suas iniciativas, assegurando que diferentes grupos sejam igualmente representados e respeitados.

Enfatizamos que os que praticam o exercício ilegal da medicina têm representantes em todas as etnias, cores, gêneros e faixa etária. A campanha traz a diversidade da nossa sociedade e o seu objetivo é despertar em todos o cuidado com quem trata a sua saúde. 

Na dúvida, consulte o site do Cremeb.

Abaixo, as imagens das três peças de outdoor:

Classificação Indicativa: Livre

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