Geral
A primeira edição da Corrida das Forças, na orla de Pituaçu, evento esportivo que busca promover a valorização das forças de segurança e incentivar a prática esportiva teve uma participação especial e tecnológica.
O robô humanoide Arcanjo, desenvolvido para aplicações voltadas à segurança pública, esteve no local que reuniu centenas de atletas profissionais e amadores. Desenvolvido na China e programado por uma empresa brasileira, ele é capaz de realizar reconhecimento facial, monitorar perímetros e se integrar a plataformas utilizadas pelas forças de segurança.
“O robô Arcanjo foi desenvolvido para atuar em aplicações como patrulhamento em áreas de risco, rondas noturnas e vigilância em unidades prisionais”, disse o empresário do grupo IPQ Tecnologia, Heitor Galvão.
A proposta, segundo o empresário, é utilizar o humanoide para reduzir a exposição de policiais em operações de risco, especialmente em ambientes fechados onde haja suspeita da presença de pessoas armadas. “Além de auxiliar na segurança pública e privada, ele também pode ser aplicado no monitoramento de áreas industriais e na identificação de situações de risco, como vazamentos de gás”, contou.
O humanoide foi apresentado na última semana durante a COP Internacional, em São Paulo, evento voltado à segurança pública e considerado um dos principais do setor na América Latina.
Atualmente utilizado como plataforma de testes e demonstração, o equipamento ainda passa por aperfeiçoamentos. A expectativa da empresa, que desenvolve soluções tecnológicas para diferentes aplicações no Brasil, é incorporar novos recursos de inteligência artificial, sensores, automação e reconhecimento de imagens antes de ampliar a oferta comercial.
Durante a Corrida das Forças, a IPQ instalou também um totem, com câmeras acopladas e integradas à Plataforma de Segurança Elevada da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). O sistema, de monitoramento de alto desempenho, já está em uso nas principais vias de Salvador.
Para o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, a integração entre os setores público e privado converge esforços para um objetivo comum: a melhoria contínua da segurança e o bem-estar da sociedade. “Soluções como o programa Arcanjo, reconhecimento facial, leitura de placas e os avanços da inteligência artificial aplicada ao teledespacho já demonstram eficácia comprovada, otimizando significativamente o tempo de resposta das instituições”, avaliou.
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