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Publicado em 01/01/2025, às 13h19 Publicado por Vagner Ferreira
Em clima de confraternização, é comum as pessoas passarem um pouco do ponto no consumo de bebidas alcoólicas. Assim, consequentemente, sintomas de ressacas, como náuseas ou dores de cabeça, podem surgir, gerando desconfortos.
O hepatologista e membro da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), Roberto José de Carvalho Filho, disse ao Estadão que a melhor forma de evitar os sintomas é diminuindo o consumo. “Ter ressaca significa que você bebeu muito mais do que devia. E quanto mais álcool, mais ressaca”, pontuou.
Já o endocrinologista Clayton Macedo, integrante da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), sinalizou que o álcool ingerido vai para o fígado, onde é metabolizado e sofre alterações, com substância convertida em compostos tóxicos, como o acetaldeído. O risco diminui caso a pessoa beba apenas duas dose e mais devagar.
Outro fator que pode contribuir para a ressaca é a desidratação e a hipoglicemia, que é resultante da queda dos níveis de açúcar no sangue. O endocrinologista ressalta que, apesar de evitar desidratação por inibir o hormônio antidiurético, responsável por reter líquidos, a água sozinha não resolve o problema. “Um dos principais mitos é o de que beber água entre as doses previne a ressaca”, contou na reportagem.
Ele sinaliza, no entanto, que ingerir água durante doses de bebidas alcoólicas podem reduzir a velocidade de absorção do álcool. “Mesmo que alguém se hidrate muito, ainda poderá ter ressaca”, ressaltou.
De acordo com informações do Estadão, a ciência recomenda que a pessoa se alimente bem antes de beber, pois explica que o jejum pode ter impacto maior na ressaca. A dica é consumir alimentos em carboidratos durante e após o consumo de bebidas alcoólicas, o que pode reduzir a gravidade dos sintomas.
Macedo ressalta que os carboidratos evitam a hipoglicemia, que pode gerar tremores, vertigem, calafrio, visão embaçada e fome que podem ocorrer na ressaca. Ele recomenda o consumo de pães, cereais, arroz, batata-doce, milho, tapioca e mel.
A reportagem explica que a intensidade da ressaca varia de pessoa para pessoa, mas que mulheres são mais sensíveis e jovens adultos estão mais propícios a terem os sintomas. E ainda, uma dose, equivalente a uma lata de cerveja ou taça de vinho, já pode fazer com que as pessoas se sintam mal.
Segundo o hepatologista, não há um método benéfico comprovado para tratar da ressaca, mesmo que haja a promessa de muitos medicamentos supostamente eficazes. “Apesar da existência de inúmeras estratégias populares e mesmo de medicamentos supostamente eficazes para tratar uma ressaca, sinto dizer que nada disso é baseado em evidências científicas”, afirmou Carvalho Filho na reportagem.
O recomendado é o uso de analgésicos e medicamentos para dor de estômago e enjoo sob orientação médica. “Eu sei que tem toda uma cultura popular, mas o que faz passar a ressaca é o tempo”, disse Macedo ao Estadão.
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