Geral
por Leonardo Oliveira
Publicado em 01/07/2025, às 14h39
O primeiro encontro gera um misto de borboletas no estômago e um leve pânico sobre o que falar e não estragar tudo. A gente se arruma, escolhe o lugar perfeito e, na hora H, quando o silêncio ameaça aparecer, pode soltar a pergunta mais padrão do universo.
Segundo uma especialista em comportamento humano, existe uma pergunta que pode ser o maior "matador de conversas" que existe, sabotando suas chances de criar uma conexão real antes mesmo de ela começar.
O erro que quase todo mundo comete
A especialista em comunicação Vanessa Van Edwards, autora de best-sellers e uma verdadeira guru das interações humanas, deu o alerta durante uma participação no podcast The Diary of a CEO. Para ela, perguntas genéricas geram respostas genéricas e, consequentemente, encontros sem graça.
“Pare de perguntar ‘Com o que você trabalha?’, pare de dizer ‘Como você está?’ ou ‘Como vão as coisas?’. Se você fizer esse tipo de pergunta, é claro que a conversa não vai fluir — são as perguntas mais entediantes que existem”, afirmou Vanessa.
Ela explica que, sem perceber, ao perguntar sobre o trabalho da pessoa, você pode estar passando a mensagem errada. É como se, nas entrelinhas, você estivesse perguntando: "Quanto você vale?" ou "Qual o seu status na sociedade?". Isso pode ser super invasivo e coloca a pessoa numa caixinha, como se ela fosse apenas o seu crachá.
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A pergunta de ouro que abre todas as portas
Ok, então se não é para perguntar sobre trabalho, o que dizer? Vanessa ensina uma abordagem muito mais inteligente e envolvente. Em vez da pergunta batida, tente algo como:
“Você está trabalhando em algo empolgante ultimamente?”
Percebe a diferença? Essa pergunta é um convite aberto. A pessoa pode falar de um projeto incrível no trabalho, de um hobby que a apaixona, de um curso que está fazendo ou até de um plano de viagem. Ela tem a liberdade de compartilhar o que realmente a anima.
“Isso também rende bons ganchos para uma próxima conversa”, explica Vanessa. No futuro, você pode perguntar: “E aí, como está indo aquele projeto que parecia tão empolgante?”. Mostra que você prestou atenção e se importa.
Outra pergunta poderosa que ela sugere é: “Qual é o seu maior objetivo no momento?”. Isso vai direto ao coração do que move a pessoa, seus sonhos e ambições, criando uma conexão muito mais profunda do que qualquer conversa sobre cargos e salários.
O objetivo, no final das contas, é mudar o foco de "o que você faz" para "o que te faz feliz" ou "quem você é de verdade". Da próxima vez que estiver em um primeiro encontro, experimente. Troque a pergunta de sempre por uma que abre portas, não uma que as feche. A chance de a conversa fluir para um segundo (e terceiro) encontro pode ser muito maior.
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